Qual a importância dos corais para o ecossistema?

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Os corais são organismos que chamam a atenção: em geral, vivem em águas salgadas rasas, quentes e claras, razão pela qual é possível enxergá-los no assoalho marinho. Porém, se isso permite admirá-los de perto, também é motivo para que sejam facilmente prejudicados pela ação humana.

Conheça um pouco mais sobre esses animais que existem há 250 milhões de anos e por que sua preservação é fundamental para a manutenção dos ecossistemas marinhos.

Animais?

Sim, os corais são animais. Essa dúvida costuma aparecer tão logo se fale neles. Embora possam parecer minerais ou plantas, são cnidáreos da classe Anthozoa, que segregam um exosqueleto calcário ou de matéria orgânica.

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Eles se alimentam de pequenos animais, como peixes minúsculos ou de zooplâncton. E é exatamente por conta das diferenças entre as diversas espécies que esses animais são tão particulares – e cobrados no vestibular!

É possível notar os corais em grandes populações, na estrutura de recifes. Mas há situações em que cada pólipo, em vez de estar ao lado de seus semelhantes, vive de forma isolada.

Habitat

Os recifes de corais compõem o habitat mais importante para a vida marinha. (Fonte: Shutterstock)

Os corais vivem em águas marinhas, sobretudo em águas rasas e quentes, e ainda são relativamente abundantes. Podem aparecer tanto nas costas quanto em pequenas ilhas no meio do oceano, em geral localizadas sobre “montanhas” submersas – pontos em que o fundo está mais elevado que o comum.

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Para se ter uma ideia de sua dimensão, os recifes de coral possuem quase 300 mil km² de extensão, e 90% deles estão presentes na região dos oceanos Índico e Pacífico e dos mares que os cercam. O maior cinturão de recifes se localiza na Austrália e pode ser visto do espaço.

Os corais estão entre os animais mais antigos do planeta: estima-se que seus primeiros “antepassados” tenham 250 milhões de anos. Mas eles também são importantes porque, segundo o Ministério do Meio Ambiente brasileiro, abrigam em suas estruturas de recife cerca de 25% da vida marinha, incluindo duas a cada três espécies de peixes. Além disso, dezenas de milhares de moluscos, algas e crustáceos usam seus exoesqueletos para proteção.

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Por essa razão, compreende-se que os recifes são o habitat marinho mais importante, povoado e diversificado. E essa abundância de espécies se explica pela simbiose – quando populações de animais de um mesmo ecossistema convivem e se nutrem mutuamente dos efeitos dessa relação.

As algas que vivem nos corais, por exemplo, fazem fotossíntese e liberam compostos orgânicos que alimentam os corais. Esses, por sua vez, também secretam compostos úteis às algas.

Por isso, a destruição dos corais impacta diretamente a vida de diversas espécies marinhas, que ficam ameaçadas: ou conseguem ter seu nicho biológico adaptado ou tendem à extinção.

Extinção

Diversos países vêm formulando políticas de preservação da espécie, mas os corais estão sendo degradados pela ação humana. Nas últimas décadas, o aquecimento global tem causado a elevação da temperatura das águas marinhas.

Isso faz com que os plânctons se reproduzam com mais facilidade e excretem mais oxigênio do que o habitual, tornando as águas mais ácidas e menos favoráveis à vida coralina.

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Além disso, interesses econômicos têm provocado a destruição sistemática dos animais. Turismo sem planejamento ambiental, pesca predatória e aterramento de corais (aterram-se regiões costeiras com presença de recifes) são exemplos da responsabilidade humana sobre a questão.

Observa-se ainda que eles podem ser retirados do mar para uso em joias (especialmente corais vermelhos) e extração de calcário. Outro problema se refere à poluição marinha, pois o lançamento de dejetos no mar afeta os ecossistemas e provoca a dizimação de espécies.

Corais brasileiros

O Parque Nacional de Abrolhos é uma das principais áreas de preservação ambiental no Brasil. (Fonte: Shutterstock)

O Brasil possui corais ao longo de cerca de 3 mil quilômetros de costa, do Maranhão ao sul da Bahia. São as únicas formações de recife do sul do Atlântico. Metade das espécies encontradas nesse trecho são exclusivas dessa região.

Por isso, há preocupação para preservar essa riqueza do país. Em 1983, foi criado o Parque Nacional dos Abrolhos, na Bahia, e em 1997, a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, Mar sem fim.

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