EaD: graduação a distância no Brasil triplicou em 1 década

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A Educação a Distância (EaD) cresceu no Brasil entre 2010 e 2020, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O número de matrículas na modalidade, que era de 930 mil no início do levantamento, ultrapassou a marca de 3 milhões 1 década depois.

Isso fez que a participação na graduação a distância saltasse de 14% para 35% durante o período. A pandemia colaborou com o crescimento, mas a tendência vem sendo observada há mais tempo. Em 2019, a modalidade era responsável por 29% dos ingressos, frente a 24% em 2018, 21% em 2017 e 18,5% em 2016.

O número de cursos ofertados também aumentou. Em 2010, os estudantes tinham 930 graduações na modalidade EaD à disposição, e após 1 década há mais de 6 mil opções, entre bacharelados, licenciaturas e formações tecnológicas. A participação na modalidade em ascensão saiu de 3% para 14,5% do total de cursos ofertados.


Expansão da pós-graduação EaD

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)
(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O Mapa do Ensino Superior 2011, realizado pelo Instituto Semesp, mostra que a EaD também apresentou expansão nos cursos de pós-graduação nos últimos anos. A especialização a distância (lato sensu) teve crescimento de 19,6% nas matrículas realizadas em 2019 quando comparada ao ano anterior. Em relação a 2016, o aumento foi de 168%.

Enquanto isso, o ensino presencial se manteve relativamente estável entre 2019 e 2018, com variação de apenas 0,4%. No comparativo com 2016, a alta foi de 44,7%. A expansão da modalidade tradicional esteve abaixo do aumento total de matrículas em cursos de pós-graduação, que cresceu 6,6% de 2018 para 2019 e saltou 73,8% em relação a 2016.

Segundo o levantamento, a EaD é mais presente na especialização do que na graduação. As matrículas nos cursos de pós-graduação a distância representam 36,3% do total, enquanto a modalidade presencial responde por 63,7%.

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Perfil dos alunos

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O perfil dos alunos das modalidades presencial e EaD é diferente tanto na graduação quanto na pós-graduação, de acordo com a pesquisa do Semesp. O ensino a distância atrai, em sua maioria, estudantes com até 44 anos, enquanto os matriculados nos cursos presenciais têm entre 19 anos e 29 anos.

O último Censo EAD.BR, realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), aponta que os cursos superiores a distância têm maior presença das classes C, D e E em relação ao ensino presencial nas instituições públicas e privadas. Para o estudo, isso é reflexo da flexibilidade da EaD, que permite estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

Cursos oferecidos a distância

Segundo o Semesp, as graduações a distância de Pedagogia, Administração, Contabilidade e Gestão de Pessoas são as mais procuradas pelos estudantes. Juntos, esses cursos representaram quase a metade das matrículas realizadas em 2019. No entanto, a gama de opções é muito mais ampla.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), por exemplo, oferece cerca de 50 opções entre graduações e pós-graduações na modalidade. A instituição tem cursos tecnológicos em Jogos Digitais, Ciência de Dados, Marketing, Gestão Comercial e Logística, além de licenciaturas em Matemática, Filosofia, História e Letras.

Entre os cursos de pós-graduação, são oferecidos desde especializações em áreas tradicionais como Direito, Economia, Educação e Gestão até cursos mais exclusivos, a exemplo de Neurociência e Psicologia Aplicada, User Experience (UX) Design e Inteligência Artificial.

Fonte: Instituto Semesp, Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed), Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

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