O que foi a Revolução dos Cravos

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A Revolução dos Cravos ou A Revolta dos Cravos foi um movimento civil-militar que derrubou Marcelo Caetano, sucessor de Antonio Salazar, em 25 de abril de 1974 em Portugal. A data, que se tornou histórica no país, é comemorada até hoje e representa uma grande mudança na política e na economia portuguesa.

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Para entender como a revolução aconteceu, é preciso compreender o processo histórico que movimentou os acontecimentos que culminaram nesse dia.

O regime de Salazar

Ministros do governo de Salazar em 1932. (Fonte: Reprodução / Wikimedia Commons)

Depois de ter passado pela Primeira Guerra Mundial e pela Crise de 1929, Portugal se viu diante de grandes problemas econômicos. Em um cenário instável, em 1926 o país sofreu um golpe de Estado promovido por militares. Em 1932, sob o governo do general Antonio Carmona, Antonio de Oliveira Salazar assumiu o Ministério da Fazenda, tomando decisões que favoreciam a classe média.

O apoio dessa classe logo o colocou em uma posição que permitiu que se tornasse chefe do governo. Em 1933, teve início o Estado Novo, um período nacionalista e autoritário, fortemente inspirado nas ideias da extrema-direita e nos regimes totalitários da Itália e da Alemanha.

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Naquele ano, Salazar instaurou uma nova carta constitucional que censurava os meios de comunicação, proibia os movimentos de greve e criava um sistema político unipartidário. Em se tratando de um governo autoritário, a oposição foi perseguida por meio de prisões, censura e polícia política. Foi uma das ditaduras que duraram mais tempo na Europa.

As revoltas nas colônias africanas

Cartão-postal de Guiné Bissau da década de 1920. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Outras questões que culminaram na Revolução dos Cravos foram a instabilidade econômica que Portugal atravessava e as guerras coloniais que já marcavam o período. Como o sistema de extravio colonial conferia uma importante fonte de renda para o país, o regime autoritário tentava sufocar os movimentos das colônias africanas que lutavam por independência.

Nos anos 1960, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Cabo Verde entraram em guerra com as forças portuguesas. Os anos de conflitos coloniais só agravaram a crise econômica e o desgaste do governo.

A Revolução dos Cravos

A população distribuiu cravos ao militares. (Fonte: Arquivo Reuters / Reprodução NBC News)
A população deu cravos ao militares. (Fonte: Arquivo Reuters/Reprodução NBC News)

Com a morte de Salazar, em 1968, Marcelo Caetano, que já havia desempenhado várias funções no poder público, assumiu o Executivo. Na década de 1970, o enfraquecimento do governo abriu espaço para a organização de um movimento de oposição dentro das Forças Armadas de Portugal. Em 25 de abril de 1974, os rebelados foram convocados às ruas por meio da transmissão da música Grândola, Vila Morena, de José Afonso, proibida pelo regime autoritário.

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A transmissão era um dos sinais combinados para o movimento começar. Em uma manifestação pacífica, os oficiais rebeldes conseguiram derrubar Marcelo Caetano em poucas horas. Esse acontecimento histórico ganhou o nome de Revolução dos Cravos, porque a população portuguesa, em comemoração, distribuiu cravos aos soldados que participaram do movimento. Hoje, a flor é um símbolo do país.

Os desdobramentos da Revolução dos Cravos

Manifestação em 1983 fazendo referência à Revolução dos Cravos em Foto: Henrique Matos / Reprodução Wikimedia Commos
Manifestação de 1983, em Porto, fazendo referência à Revolução dos Cravos. (Foto: Henrique Matos/Wikimedia Commons/Reprodução)

Após a queda de Marcelo Caetano, o general António de Spínola assumiu a presidência. Com o novo governo no país, a Constituição de 1933, criada por Salazar, foi invalidada, e o sistema político pluripartidário voltou a ser legalizado.

A partir daí, Portugal entrou em um período de instabilidade política e de governos provisórios. O processo revolucionário se encerrou com a aprovação da Constituição de 1976 e a eleição do general Antônio Ramalho Eanes.

Fonte: Brasil Escola, Aventuras na História, Educação UOL, El País

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