Imperialismo: o que foi e quais são seus impactos?

Saiba o que estudar para o vestibular do Mackenzie!

Vários países europeus mantiveram colônias nas Américas desde o descobrimento no século XVI. Mas, no século XIX, uma nova política expansionista foi iniciada — dessa vez, em direção à África, Ásia e Oceania. Grande parte desses continentes foi explorada pelos países europeus, servindo-os com seu trabalho e seus recursos naturais, entre meados dos séculos XIX e XX. 

Essa política expansionista recebeu o nome de imperialismo ou neocolonialismo — embora o termo imperialismo seja usado em outros contextos, ele é mais associado a esse movimento. Tal política trouxe inúmeras consequências históricas e políticas para todos os envolvidos, que podem ser percebidas até hoje.

Como surgiu o imperialismo?

A ideia de expansão dos impérios europeus surge com a Revolução Industrial, durante o século XIX. Para movimentar as novas fábricas e máquinas, os europeus precisavam de muito mais matérias-primas e mercados consumidores para seus produtos. Visto que já possuíam algumas colônias na África, Ásia e Oceania, fazia sentido expandir seus domínios nesses locais para aumentar seu poderio econômico.

Pouco tempo e muita coisa para estudar? Preparamos um e-book que vai te ajudar a se preparar nessa fase. Baixe aqui! É gratuito.

Outro aspecto relevante para o surgimento do neocolonialismo é a ideia de darwinismo social. Em resumo, trata-se de uma adaptação torta do conceito de seleção natural para a sociedade, colocando os europeus como superiores. Portanto, era lógico impor sua sociedade “civilizada” a outros povos menos desenvolvidos. 

Além disso, há ainda aspectos práticos que impulsionaram o imperialismo: a descoberta de diamantes na África do Sul, que despertaram o interesse dos europeus; e a abertura do Canal de Suez, aumentando o fluxo comercial no continente africano.

A imagem do explorador europeu colocando seus pés do norte ao sul da África é um dos símbolos do imperialismo (Imagem: Wikimedia Commons)
A imagem do explorador europeu colocando seus pés do norte ao sul da África é um dos símbolos do imperialismo (Fonte: Wikimedia Commons)

O imperialismo na África, Ásia e Oceania

Até 1880, os europeus dominavam em torno de 10% da África — domínio que passou a mais de 90% nas décadas seguintes. Pode-se dizer que esse continente tenha sido o mais afetado por esse movimento expansionista europeu. Apenas a Etiópia e a Libéria não foram colonizadas.

É nessa época que ocorre a chamada “Partilha da África”, notadamente na Conferência de Berlim de 1884. Nessa reunião, as principais potências europeias demarcaram as fronteiras de suas colônias no continente. Essa divisão considerou apenas os interesses econômicos das potências, destruindo qualquer organização política local. Em resumo:

Nas outras partes do mundo, destaca-se a posse britânica do subcontinente indiano, com o “Raj Britânico”, explorando milhões de pessoas na região. Os holandeses dominaram várias ilhas no Oceano Índico, que hoje formam a Indonésia, enquanto os franceses ficaram com a Indochina (Camboja, Laos e Vietnã). O Japão, inspirando-se nos impérios ocidentais, buscou estender seus domínios no Extremo Oriente, dominando a Coreia e partes da China.

O Raj Britânico foi uma das principais demonstrações do imperialismo na Ásia (Fonte: Wikimedia Commons)
O Raj Britânico foi uma das principais demonstrações do imperialismo na Ásia (Fonte: Wikimedia Commons)

As consequências do imperialismo até hoje

Como dito no início, o imperialismo foi um dos movimentos mais importantes da história moderna e suas consequências são infinitas — rendendo diversas obras. Para destacar algumas das mais importantes, podemos começar com a pobreza das ex-colônias. 

 Começando a estudar para o Enem? Nosso material te ajuda a organizar sua rotina. Baixe aqui.É gratuito.

A partir dos anos 1950 e 1960, diversas regiões da África e Ásia começaram a pleitear suas independências das potências europeias. Mas existiram dois problemas principais em meio a esse processo: 1) os novos países seguiram fronteiras demarcadas pelos europeus, de acordo com os interesses deles; e 2) os novos países tinham pouca estrutura para administrar sua política, economia e vida cotidiana.

As fronteiras geraram inúmeros conflitos étnicos nos novos países — como o dos tutsis e hutus, em Ruanda. Também houve tensões na divisão entre a Índia e Paquistão para hindus e islâmicos, gerando ainda a separação de Bangladesh, já nos anos 1970. Além disso, muitos desses países recém-independentes foram criados com governos instáveis — causando uma série de guerras civis e ditaduras, especialmente na África. 

Por fim, outra consequência do imperialismo é o apagamento da história das regiões colonizadas e a continuidade do racismo. É reconhecido que a política expansionista do século XIX foi bastante prejudicial para as regiões exploradas. 

Fonte: Mundo Educação, Stoodi.

Este conteúdo foi útil para você?

52481cookie-checkImperialismo: o que foi e quais são seus impactos?

Cadastre-se na newsletter

E receba conteúdos exclusivos