Quando chega a hora do vestibular, a única barreira entre o estudante e a universidade dos sonhos é a prova. E, para sair na frente nesse desafio, é bom chegar à sala já sabendo a resposta para uma pergunta: por onde começar a responder às questões?

Apesar da ordem dos fatores não alterar o produto final na matemática, começar com o pé esquerdo em um exame pode gerar consequências nada boas, incluindo nervosismo e até falta de tempo no fim da prova. Para evitar esse tipo de inconveniente e ajudar a superar as avaliações para entrar na universidade sem muita dor de cabeça, explicaremos como não vacilar na hora das respostas e tirar o máximo proveito de todas as horas de estudo.

(Fonte: Giphy)

Fáceis primeiro, difíceis depois

Mais do que um teste de conhecimento, o vestibular acaba sendo uma prova emocional, afinal os candidatos passam meses se dedicando aos estudos e se preparando para o momento decisivo. Devido a isso, uma das melhores formas de lidar com as questões é respondê-las da maneira mais confortável para a sua mente.

Com isso, a dica é, antes de tudo, dar uma olhada em toda a prova para "reconhecer o terreno". Em seguida, comece respondendo às perguntas mais fáceis e de assuntos com os quais você tem mais afinidade. O método vale tanto para dissertativas quanto objetivas, e nos dois casos é necessário ler com atenção os enunciados e as alternativas para evitar deslizes graves.

Investir os momentos iniciais do vestibular em temas mais simples garante que você não erre perguntas por cansaço ou falta de atenção, afinal haverá energia de sobra. O nervosismo também costuma ser forte no começo e pode se intensificar ao encarar problemas difíceis logo nos primeiros minutos. Além disso, realizar as questões com sucesso no começo pode servir como estímulo para encarar os problemas mais cabeludos; é como se fosse um aquecimento para enfrentar os desafios maiores que vêm em seguida.

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Equilíbrio é essencial no vestibular

Começar pelas questões fáceis e depois partir com confiança para as perguntas mais difíceis também garante que você não perderá nota por balanceamento. Alguns vestibulares e testes como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) utilizam métodos de avaliação que distribuem o peso da nota entre questões fáceis, médias e difíceis. No caso do Enem, o Ministério da Educação usa a Teoria de Resposta ao Item (TRI) na elaboração do conteúdo, uma garantia de que o teste é "à prova de chutes".

Assim, se você só acertar as perguntas complicadas e acabar errando todas as mais simples, é possível que isso seja considerado um golpe de sorte, pesando no resultado final. Por isso, dedicar toda a sua energia para as questões mais desafiadoras pode não apenas ser ruim para a performance mas também acabar levando à perda de pontos.

Isso não quer dizer que você deve desconsiderar os questionamentos mais complexos. Apesar de visar a um equilíbrio na prova, o sistema TRI costuma dar peso maior para questões mais delicadas. Assim, o ideal é acertar as perguntas que você sabe e garantir tempo de sobra para se dedicar aos problemas mais difíceis e evitar chutes.

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De olho no relógio

Uma das dificuldades que aparecem quando o estudante começa o teste pelas questões difíceis é o gerenciamento de tempo, já que ficar preso em um problema no começo prejudica o fluxo de respostas das proposições seguintes. Segundo o Uol Vestibular, o estudante deve dedicar uma média de 10 minutos por questão para evitar gastar atenção demais em algo que não está rendendo. Essa janela é extremamente variável, já que você resolverá perguntas simples rapidamente e terá que investir tempo nos problemas.

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A lição aqui é não ficar fritando os miolos e perder muito tempo em algo que vai atrapalhar o restante da execução do exame. A falta de sucesso em achar a resolução para uma indagação mais complexa costuma mexer com o emocional do vestibulando, e, caso isso se agrave e o aluno perca o controle do relógio, todas as horas investidas em preparação podem acabar sendo jogadas fora.

Para evitar o desgaste mental e físico, uma dica é fazer pequenas pausas durante a prova: não se esqueça de beber água e ir ao banheiro, se necessário. Outa dica muito importante envolve a respiração e neste post você confere como ela pode ajudar a acalmar a ansiedade durante a realização da prova. Além disso, registrar as questões já feitas no gabarito após uma bateria de resoluções é uma forma interessante e produtiva de quebrar a tensão durante o teste, mas isso deve ser feito com atenção, afinal a folha para correção é o que realmente vale para a nota. Caso não se sinta confortável em mexer nessa parte durante o teste, fique ligado e reserve os últimos 20 minutos para fazer a transposição das respostas cuidadosamente.

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E a redação?

Quando o vestibular traz uma redação com as questões objetivas, a dica é dar uma averiguada inicial na prova e no tema antes de investir pesado em um dos dois. Se você gostar de escrever, sentir-se preparado e as palavras já estiverem pulando da caneta de tanta afinidade com o tema, mergulhe na redação e só vá para as perguntas após conclui-la, afinal quebrar a linha de pensamento não é uma boa ideia. Além disso, fazer uma redação de qualidade logo no começo pode ser uma ótima porta de entrada para a autoconfiança.

Para quem iniciar pelas questões, as dicas seguem as mesmas: preste atenção na hora da leitura, comece pelas mais fáceis e vá subindo gradativamente a dificuldade. E não se esqueça de guardar uma boa quantidade de tempo para a redação. Como em alguns casos o peso da resolução textual é tão alto quanto o do restante da prova, a dica dos especialistas é ler a proposta e as notas auxiliares para conhecer bem o tema.

No Enem, guarde pelo menos 1h10 apenas para a redação, mas com tempo de sobra para passar tudo para o cartão-resposta e deixar os minutos finais para tentar resolver as questões que ficaram em branco no decorrer do teste. Caso não ache a solução, a única alternativa, no fim das contas, é chutar.

Mantenha a calma

Em todo caso, o básico para mandar bem no vestibular é manter a calma, encarar a prova com tranquilidade e confiar nos seus conhecimentos. O principal inimigo inesperado que o estudante pode enfrentar durante a avaliação é o nervosismo, e o melhor jeito de vencê-lo é com preparação. Além de se dedicar para obter conhecimento em todas as áreas e ficar pronto para as questões, é essencial refazer provas antigas e simulados para ter noção de tempo e sentir o ritmo desse tipo de exame.

Antes da prova também é essencial encontrar formas para relaxar e manter a sanidade até o fim do teste. A época do vestibular tende a ser complicada, principalmente para jovens que estão encerrando o Ensino Médio; logo, permitir que o cérebro fique sem preocupações usando técnicas de respiração ou práticas simples que o deixam mais tranquilo pode ser um grande diferencial em momentos decisivos. Por fim, não deixe a alimentação saudável de lado, já que é preciso energia para encarar as muitas horas de prova.

Depois de tudo, é só torcer e esperar pelo resultado.

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