Realismo na Literatura: 5 obras para entender o movimento

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A literatura é um assunto essencial para o ENEM e o vestibular. Isso porque algumas provas têm questões específicas sobre livros importantes, enquanto outras os utilizam para contextualizar perguntas. Um dos movimentos mais cobrados é o Realismo. 

O movimento surgiu na Europa, com escritores como Gustave Flaubert (Madame Bovary) e influenciado pelo caráter cientificista da época, que buscava uma retratação fiel da realidade. No Brasil, ele foi impulsionado pelo grande desencanto com o romantismo, que tinha obras muito subjetivas e era associado à monarquia decadente. Assim, o realismo buscou fazer exatamente o contrário.

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Os livros dessa escola literária apresentavam uma linguagem bem mais objetiva e analítica, se prendendo aos fatos cotidianos. Além disso, fazia críticas à burguesia da época e colocava o ser humano como responsável por seus atos. A seguir, você encontra cinco exemplos de livros para entender o Realismo no Brasil.

Machado de Assis é o principal expoente do Realismo no Brasil (Fonte: Guia do Estudante/Reprodução)
Machado de Assis é o principal expoente do Realismo no Brasil (Fonte: Guia do Estudante/Reprodução)

1. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é tido como o livro que iniciou o movimento realista no Brasil. Ele é narrado em primeira pessoa, pelo Brás do título, que começa dedicando o texto aos vermes que roeram seu corpo — isso porque o personagem já morreu e quer contar sua autobiografia. 

A partir do capítulo 7 (os capítulos de Machado eram bem curtos), ele volta para contar a vida desde a infância. Há críticas à escravidão, o amor com uma prostituta, uma tentativa de carreira política, casos extraconjugais, mediante uma visão bem fria e factual da vida.

Dá para falar muito de Memórias Póstumas de Brás Cubas, que é uma obra-prima da literatura brasileira. Mas o essencial é saber que ela “fundou” o Realismo no Brasil e retrata a vida desse personagem-título, em meio ao cotidiano da época. 

2. Dom Casmurro, de Machado de Assis

De tempos em tempos, a discussão se “Capitu traiu Bentinho ou não?” retorna às redes sociais, já que muita gente leu esse livro e ele recebeu diversas adaptações para o cinema e a TV, nas últimas décadas. Se você não conhece a história e não entende a pergunta, nós explicamos.

A história é narrada por Bento Santiago, que recebe o apelido de Dom Casmurro por seu jeito fechado. Já passando dos 50 anos, ele resolve “atar as duas pontas da vida” e relembrar tudo que aconteceu desde sua juventude: a promessa de sua mãe de fazê-lo padre, o amor pela vizinha Capitu, o seminário e a amizade com Escobar. Na segunda metade da história, o ciúme doentio de Bentinho e as suspeitas sobre Capitu surgem, tornando-se o tema principal. 

3. Quincas Borba, de Machado de Assis

Já que Machado é o principal expoente do realismo no Brasil, citaremos três livros dele nesta lista. Eles compõem a chamada “Trilogia Realista” do autor. O segundo a ser lançado dos três, Quincas Borba é o único escrito em terceira pessoa, com capítulos longos.

Ele conta a história de Rubião, rapaz ingênuo que se torna herdeiro do filósofo Quincas Borba, um personagem secundário de Memórias Póstumas. Ele faz amizade com Sofia e seu marido, e acaba apaixonado por ela. O marido percebe e usa a esposa como “isca” para levar Rubião à loucura e roubar sua fortuna. Assim, Rubião vive na prática a filosofia do “humanitismo” que Quincas Borba tinha apresentado no romance anterior.

Aluisio Azevedo foi outro escritor importante para o naturalismo e realismo brasileiro (Fonte: Wikimedia Commons)
Aluísio Azevedo foi outro escritor importante para o Naturalismo e Realismo brasileiro (Fonte: Wikimedia Commons)

4. O Cortiço, de Aluísio Azevedo

Obras de outros autores costumam ser enquadradas em mais de um movimento, além do Realismo — mas O Cortiço, embora mais naturalista, é importante para essa escola. 

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Ele conta a ascensão social de João Romão — que começa com uma venda, depois compra uma pedreira e cria o cortiço do título. Os empregados da pedreira moram no cortiço e fazem compras na venda, permitindo que João Romão enriqueça. 

Mas Romão ainda deseja uma coisa: o prestígio social, aproximando-se da família vizinha, do comendador Miranda. Ele fica noivo da filha de Miranda, Zulmira, mas precisa lidar com a escravizada Bertoleza, sua companheira. 

5. O Ateneu, de Raul Pompeia

Assim como em outras obras dessa lista, a ideia romântica da vida dá lugar a uma visão mais pessimista, em que manda “a lei do mais forte”. O título faz referência ao colégio onde Sérgio, o protagonista, vai estudar, por imposição do pai. Logo ele conhece o rígido diretor, Aristarco, faz amizade com a doce Dona Ema e aprende as “regras sociais” do colégio, que não são nada fáceis. 

Um colega, Sanches, tenta seduzi-lo — em uma das primeiras retratações da homoafetividade na literatura brasileira —, só que Sérgio o repele. Depois ele desenvolve outras amizades até sair do colégio. Mas é preciso ler o livro para entender o que se desenrola até o final.

Fonte: Brasil Escola, Português.com.br.

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