Literatura para o vestibular: vanguardas europeias

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Na virada para o século XX, a Europa passava por mudanças em várias esferas. O resultado foi o movimento artístico-cultural chamado de Vanguardas Europeias. Mesmo sem uma organização específica, ele acontecia em diferentes países — mas o epicentro era Paris, cidade conhecida por sua efervescência cultural. Esse movimento, que começou regionalmente, acabou se expandindo e influenciando o mundo todo.

Especialmente durante e após a Primeira Guerra Mundial, as vanguardas pretendiam romper com o pensamento tradicional, buscando a subjetividade e até mesmo o irracionalismo. Seu nome, aliás, deriva de avant-garde, expressão francesa que significa “seguir em frente”.

As vanguardas europeias são um conjunto de diferentes movimentos, como Expressionismo, Cubismo, Futurismo, Dadaísmo e Surrealismo. Quer saber tudo? Continue lendo e aprenda mais sobre esses movimentos na literatura.

Contexto histórico

Entre a segunda metade do século XVIII e o século XIX, a sociedade vivenciou a Revolução Industrial, que proporcionou mudanças como o avanço tecnológico, as descobertas científicas em diferentes frentes e as transformações industriais.

Mais tarde, no início do século XX, a Europa enfrentou a Primeira Guerra Mundial, que foi marcada pelo elevado número de mortes e pelas alterações geográficas e sociais que foram  impostas aos países desse continente.

Tudo isso fez a sociedade mudar. A classe artística, por sua vez, buscava uma maneira de expressar essas transformações, que eram vistas com ironia; o objetivo era chocar o público e levá-lo à reflexão. Como um movimento artístico-cultural, as vanguardas europeias influenciaram diversas áreas artísticas, dentre elas a literatura.

Os movimentos vanguardistas

Os objetivos dos movimentos vanguardistas envolviam romper com a tradição e apresentar um modelo mais próximo da realidade. Entre os principais, selecionamos cinco. Cada um influenciou de uma forma a sociedade e conseguiu quebrar padrões previamente estabelecidos.

Expressionismo

Quadros: Título da obra. Autor (Ano). (Fonte: banco/Reprodução
O Grito. Edvard Munch (1910). (Fonte: Domínio Público/Reprodução)

Nascido na Alemanha, esse movimento veio em oposição ao Impressionismo e visava expressar o mundo interior; ou seja, reproduzir os sentimentos, inserindo as questões internas do homem.

Na literatura, o Expressionismo teve seu início marcado pela edição de revistas, com textos caracterizados pela subjetividade, com a presença do subconsciente dos personagens e o uso de metáforas. Um exemplo de autor expressionista é Mário de Andrade.

Cubismo

Les Demoiselles d’Avignon. Pablo Picasso (1907). (Fonte: Domínio Público/Reprodução)

O Cubismo surgiu na França e teve seu desenvolvimento principalmente antes da Primeira Guerra Mundial. Nas artes, teve Pablo Picasso como principal representante. O objetivo desse movimento era fragmentar a realidade, utilizando humor e ilogismo.

Na literatura, destaca-se o trabalho de Guillaume Apollinaire. Os textos, que possuíam linguagem caótica, eram predominantemente compostos de frases nominais e os verbos, quando na oração, estavam no presente.

Mais do que um ritmo, o intuito dos escritores era criar formas que complementassem os textos. A poesia foi o principal meio de expressão, e os textos se aproximavam de desenhos.

Futurismo

O Futurismo teve início com a publicação do Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro em 1909. A literatura futurista era composta principalmente de poesias, com frases curtas marcando a velocidade e a utilização de onomatopeias, que criavam uma reprodução de sons. Um dos principais autores é Fernando Pessoa.

Dadaísmo

Bulletin Dada. Tristan Tzara (1920). (Fonte: Marquand Library of Art and Archaeology/Reprodução)

Nascido em Zurique, em 1916, o Dadaísmo foi a expressão que jovens franceses e alemães, refugiados na Suíça para fugir do alistamento, encontraram para demonstrar sua insatisfação. Com raiz anarquista, é considerado o movimento mais extremista entre as vanguardas.

A base era a descrença completa, com negação a todas as tradições. Na literatura, o Dadaísmo utilizava agressividade e incoerência, além do pessimismo com a situação, especialmente política. O principal autor é Tristan Tzara.

Surrealismo

Novi Ikaros. Konstantin Biebl (1929). (Fonte: Domínio Público/Reprodução)

Nascido na França, o Surrealismo tinha como objetivo a espontaneidade e se baseava nos estudos de Sigmund Freud.

Na literatura, o Surrealismo se caracterizou pela utilização de outros formatos, deixando de lado o romance e a poesia. O texto segue um fluxo de ideias livre, com uma escrita automática. Entre os principais autores, encontra-se André Breton.

Vale destacar que as vanguardas europeias influenciaram a Semana de Arte de 1922, no Brasil. No vestibular, é comum que esses movimentos sejam associados aos acontecimentos desse período brasileiro.

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