4 obras universais para entender o Realismo e o Naturalismo

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O Realismo surgiu no século XIX, influenciado por lutas sociais, inovações científicas e o advento da máquina e da urbanização. Como um contraponto ao excesso de idealização comum no Romantismo, esse movimento cultural buscou a objetividade e a representação da vida da maneira mais próxima possível do real.

Com linguagem mais direta, embora estritamente culta e estilizada, os enredos abordavam conflitos do ser humano com a sociedade e retratando os personagens sem nenhuma idealização.

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O Naturalismo surgiu na mesma época. Focando as características mais “animalescas” dos personagens, a narrativa entendia o ser humano como produto da natureza; com isso, os livros abordavam temas como doenças, vícios e até incesto.

A corrente naturalista se concentrava em personagens de classe social mais baixa e ambientes pobres. Outra diferença é que os autores adotavam uma linguagem mais coloquial e espontânea.

Obras da literatura que marcaram os gêneros

1. Madame Bovary | Gustave Flaubert

Reprodução: Amazon
(Fonte: Amazon/Reprodução)

Um dos livros que consolidaram o movimento realista na Europa, Madame Bovary foi um escândalo na época de seu lançamento, em 1857. A obra conta a história de Emma, uma moça sonhadora que se casa com o cirurgião Charles Bovary esperando levar uma vida apaixonante com o matrimônio, mas o rapaz se revela sem muitas ambições, e o casamento acaba sendo uma realidade entediante para ela. Em busca de uma vida mais interessante, Emma Bovary passa a se envolver com outros homens.

Com uma linguagem descritiva, a obra retrata o matrimônio longe das idealizações do Romantismo.

2. Germinal | Émile Zola

Reprodução: Amazon
(Fonte: Amazon/Reprodução)

Émile Zola é considerado o precursor da corrente naturalista, e essa obra é tida como o seu maior trabalho. Lançado em 1885, Germinal é ambientado em uma região de minas de carvão na França e mostra a luta do protagonista, o mineiro Étienne Lantier, por melhores condições de vida aos trabalhadores.

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Com muitas descrições da rotina degradante e do sofrimento da vida empobrecida dos personagens, a obra tece críticas sociais contundentes.

3. O Crime do Padre Amaro | Eça de Queirós

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Com forte influência do movimento naturalista, essa obra de Eça de Queirós foi uma das fundantes desse movimento literário em Portugal. Lançado em 1875, o livro conta a história de Amaro, um jovem padre que vive um romance proibido com Amélia, a filha da dona da pensão em que ele está hospedado.

O Crime do Padre Amaro representa um contraponto ao idealismo romântico e evidencia fragilidades na Igreja Católica e a hipocrisia da burguesia de Portugal.

4. Os Irmãos Karamázov | Fiódor Dostoiévski

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(Fonte: Amazon/Reprodução)

Publicado em 1880, o último livro de Fiódor Dostoiévski é marcado pela linguagem realista do autor. A história acompanha a relação conturbada entre três irmãos e o pai; quando este é assassinado, as evidências caem sobre os filhos.

Entre as diversas temáticas abordadas, obra retrata o cotidiano de diferentes classes sociais, além de tecer uma reflexão sobre as relações entre as pessoas e o comportamento humano.

Fonte: Uol Vestibular, Brasil Escola, Só literatura, Infoescola, Lendo.org, Guia do Estudante Abril

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