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Enem: 5 atualidades da semana que podem cair na prova

June 7, 2020, Brazil. In this photo illustration the 2021 United Nations Climate Change Conference (COP26) soon appears on a flag.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está cada vez mais contextualizado e com frequência cita notícias relevantes dos cenários político, econômico, cultural e ambiental para embasar suas questões. Por isso, neste mês, faremos um resumo das principais notícias de cada semana. Confira o que foi destaque nos últimos 7 dias. 

1. COP 26

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que começou em 31 de outubro e segue até 12 de novembro, continua trazendo intensos debates sobre clima, sustentabilidade e desenvolvimento. O objetivo da reunião é definir acordos e estratégias para que as metas definidas no Acordo de Paris sejam cumpridas; um dos pontos principais é tentar manter o aumento da temperatura global em menos de 1,5 °C até 2050.

Bandeira da COP26. (Fonte: rafapress/Shutterstock/Reprodução)

O Brasil chega à reunião com dois objetivos principais: tentar mudar a imagem de destruidor ambiental que ganhou nos últimos anos e apresentar políticas de redução de poluição que funcionam no país. 

Apesar dos planos, o Brasil tem sido muito criticado. Em 2020, durante o pico da pandemia de covid-19, as emissões mundiais de gases causadores do efeito estufa caíram 7,5% no mundo, enquanto no Brasil aumentaram 9%. Além disso, o ano marcou o recorde de queimadas e desmatamento das últimas décadas.

Os “olhos do mundo” seguem sobre o Brasil, com interesse estratégico na Amazônia, que é considerada um ponto de interesse porque é uma das poucas florestas antigas e não tocadas por humanos, portanto tem grande potencial de captura de carbono. Isso significa que a floresta retira carbono da atmosfera e o apreende na forma de biomassa, ação realizada principalmente por árvores gigantes. Por isso, quando árvores muito grandes e antigas são derrubadas, por mais que haja reflorestamento, a taxa de captura de carbono diminui drasticamente.

2. Guerra na Etiópia

O confronto entre a Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF), partido que governa a região semi autônoma do Tigré, e o governo central da Etiópia já dura 1 ano, e o país chegou a um estado crítico, com mais de 400 mil pessoas em situação de miséria.

Um grupo que compõe as forças rebeldes afirmou que está próximo de invadir a capital, mas as informações são escassas porque há dificuldade da entrada de jornalistas na região e a comunicação foi interrompida em boa parte do país. O governo nega o avanço dos rebeldes.

Refugiados na Etiópia. (Amors photos/Shutterstock/Reprodução)

O confronto tem origem na tensão existente entre a etnia tigray, historicamente habitante da região do Tigré, e o governo central. Em 2018, o governo dissolveu o sistema federalista etíope e tirou a força política dos tigray. Após uma série de levantes, o governo partiu para uma ofensiva sobre os tigray em novembro de 2020 e declarou vitória, mas em pouco tempo os rebeldes se reorganizaram e o confronto continuou.

Os dois lados se acusam de ataques a civis, e a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que há motivos para acreditar que tanto o governo central quanto os rebeldes tenham cometido violações do direito internacional, crimes de guerra e contra os direitos humanos.

3. Pandemia

O planeta já ultrapassou a marca de 50% da população com pelo menos uma dose da vacina, mas o que poderia ser uma boa notícia carrega um dado preocupante: nos países de baixa renda, a média de vacinação é de 4,2%. Tedros Adhanom Ghebreyesus, chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), criticou na abertura da Cúpula Mundial da Saúde a desigualdade na distribuição das vacinas. 

Para Ghebreyesus, o mundo já tem as ferramentas para vencer a pandemia, mas isso só vai acontecer quando todos os países decidirem cooperar. Quanto mais tempo passa para que toda a população seja vacinada, maior é a possibilidade de surgirem novas cepas que podem ser mais resistentes à vacinação.

A OMS criticou o fato de vários países ricos ainda não terem cumprido as promessas de doações de doses de vacina. Outro problema é que muitos países emergentes não têm infraestrutura para o armazenamento, a distribuição e a aplicação da vacina, o que faz que muitas doações sejam entregues com prazo de validade próximo do vencimento e sejam perdidas.

4. PEC do Precatórios

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou os pedidos de liminar de partidos e deputados federais para suspender a tramitação e a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. Os pedidos alegavam uma série de irregularidades no modo como a votação foi conduzida.

O governo conseguiu aprovar por poucos votos a PEC, que segue agora para a segunda votação. Opositores enxergam na proposta uma forma de burlar o teto de gastos e liberar um orçamento bilionário para o governo gastar em ano eleitoral. O governo afirma que a aprovação é a única maneira de garantir as promessas do Auxílio Brasil, que irá substituir o programa Bolsa Família. 

5. Marília Mendonça

Vítima de um acidente de avião em 5 de novembro, a cantora Marília Mendonça foi um grande destaque na música popular brasileira, sendo a principal representante do movimento “feminejo”, que inseriu mulheres e suas temáticas no ritmo sertanejo. 

A cantora iniciou na música como compositora e musicista de apoio de outros cantores até que aos 20 anos lançou o DVD que a catapultou ao estrelato. Foram diversos recordes quebrados com venda de CDs e DVDs e em plataformas de streaming e redes sociais. Marília faleceu aos 26 anos, deixando um denso legado artístico e de empoderamento feminino. 

Extra: demissões no Inep

Inep, órgão responsável pelo Enem. (Fonte: ArthursPhotosbr/Shutterstock/Reprodução)

Uma notícia que pode não cair na prova, mas deixou muitos estudantes preocupados: nesta segunda-feira (08), 33 funcionários do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela realização do Enem, pediram demissão.

Os colaboradores alegaram, em carta publicada, a fragilidade técnica da atual gestão e falaram sobre o desmonte de uma série de políticas do órgão e de situações de assédio moral. O governo afirmou que as demissões tiveram motivação ideológica e que o Enem ocorrerá normalmente.

Fonte: Jornal da USP, O Povo, R7, UOL, JC, IstoÉ Dinheiro, Our World in Data, G1, BBC, UOL Educação, Valor Econômico, CNN, Um Só Planeta

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