Ao ler uma notícia sobre o mercado de trabalho ou ao procurar uma vaga de emprego, você já deve ter lido a palavra startup. Muitas vezes, lemos como se fosse “empresa” e deixamos passar seu significado real.

Mas o que esse termo significa, de fato? Continue lendo para saber o que são, como funcionam e quais são os diferenciais das startups.

Startup: entendendo o conceito

(Fonte: Pexels)

A definição de startup ainda não é completamente clara para todos. Muitos consideram que startups são apenas empresas em fase inicial, que estão começando (no inglês, start) no mercado de trabalho. Essa é, inclusive, a definição dada pelo The American Heritage Dictionary e pelo dicionário Merriam-Webster.

Porém, existem diversos fatores que podem definir uma empresa como startup, mesmo que ela tenha 3 ou 5 anos de mercado. O primeiro é o ideal por trás: esse tipo de empreendimento não procura reproduzir algo que já existe, e sim encontrar uma nova solução para os problemas do cliente. Muitas vezes, o primeiro desafio de uma startup é provar o potencial de suas soluções.

Muitas vezes, elas também dependem do financiamento de investidores, tendo que fazer apresentações ou protótipos para provar que sua ideia pode dar certo. Ou seja, é um empreendimento de risco, normalmente aberto por pessoas que acreditam em suas ideias e querem investir tempo e dinheiro nelas.

O cenário das startups no Brasil

Segundo um levantamento da Associação Brasileira de Startups, há 6 mil startups no Brasil neste momento. Considerando as iniciativas que ainda não têm CNPJ, esse número cresce para 10 mil.

De acordo com a StartupBase, 50% desses empreendimentos são voltados para o mercado B2B e 72% são liderados por pessoas entre 25 ou 40 anos — startups brasileiras são, geralmente, empreendimentos de jovens. Os segmentos mais comuns para essa área são educação, finanças, comunicação, saúde, turismo, agronegócio, entretenimento, comércio online e mobilidade urbana. E o número de startups no Brasil vem crescendo pelo menos 20% ao ano.

Diferenças entre startups e empresas convencionais

(Fonte: Pexels)

Quando simplificamos, podemos dizer que startups são um tipo de empresa. Mas o que diferencia, então, uma startup de uma empresa convencional? Em primeiro lugar, a inovação: startups nunca procuram reproduzir um modelo antigo, e sim gerar algo novo, lançando um olhar inovador sobre problemas comuns, por isso muitas pessoas associam esse tipo de empresa à tecnologia.

Além disso, startups são empreendimentos que crescem rapidamente. A escalabilidade é uma característica importante: quanto mais o produto ou serviço oferecido puder se expandir e ser oferecido para mais clientes, melhor. A flexibilidade também é uma característica fundamental. Ao contrário de empresas convencionais, com um objetivo específico que se não for alcançado pode acabar com todos os planos da empresa, as startups buscam mudanças, alterando os planos de acordo com as demandas.

A cultura organizacional da startup também se difere da convencional: os funcionários costumam ter mais liberdade de horário e código de vestimenta e podem dar ideias e opiniões com mais facilidade, preocupando-se com a empresa como se fossem os donos. As posições hierárquicas não são tão fixas quanto em uma empresa convencional.

Mas não pense que startups são completamente diferentes de empresas convencionais: como qualquer organização, uma startup depende de investimento, planejamento, marketing, conhecimento de mercado e muita persistência para perseverar no mercado.

Tipos de startup

(Fonte: Nubank/Reprodução)

Resumidamente, startups podem ser divididas em sete grupos.

1. Pequeno negócio

Criadas por pequenos empreendedores, com suas próprias economias, não têm muitas ambições de crescimento.

2. Escalável

Empresa pequena que quer chamar atenção de investidores e expandir rapidamente.

3. Grande negócio

Mesmo estabelecidas, essas startups sempre pensam em inovação e desenvolvimento.

4. Estilo de vida

Gerada a partir de ideias que surgiram dos problemas e do estilo de vida do próprio dono.

5. À venda

São negócios que já nascem com a intenção de serem vendidos para empresas maiores, chamando atenção de investidores.

6. Social

O lucro fica em segundo plano, pois essas startups têm como objetivo mudar a sociedade e nos ajudar a viver em um mundo melhor.

7. Unicórnios

Surgindo no Brasil apenas em 2018, as startups unicórnio são aquelas que valem mais de 1 bilhão de dólares. Dois exemplos são as nacionais 99 e Nubank e as estadunidenses Uber e Airbnb. O nome vem do fato de isso acontecer muito raramente, como se fosse uma lenda.

Investimento em startups

Por fim, cabe explicar como funcionam os investimentos nesse tipo de empresa. Muitas startups conversam diretamente com investidores para tratar de suas soluções, mas existem dois modelos comuns utilizados para fazer esses negócios crescerem:

1. Incubadoras

Incubadoras costumam estar relacionadas a universidades e têm investimentos públicos ou privados, dependendo da instituição. É um modelo comum para quem quer começar uma empresa durante a graduação ou pós-graduação, mas nem sempre é a melhor opção.

2. Aceleradoras

Aceleradoras não apenas ajudam mas também se tornam sócias de startups. Muitas oferecem, além do investimento financeiro, espaço e contatos para os empreendedores que estão começando e buscam novos negócios para aplicar seu capital, os chamados anjos.

Muitas startups começam com empréstimos bancários ou familiares; outras encontram um investidor. O importante, em qualquer caso, é encontrar alguém que acredite no potencial da empresa e queira vê-la crescendo.

Esses são os diferenciais e o funcionamento de uma startup. O que você pensa sobre esse modelo de negócios?

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