O curso de Psicologia é um dos mais procurados do Brasil. Segundo dados do Mapa do Ensino Superior, desenvolvido pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), essa foi a terceira opção mais buscada pelos vestibulandos em 2019. Não é difícil entender tamanha procura, já que se trata de uma área que, embora relativamente nova (se comparada a segmentos como direito e medicina), é densa e intrigante.

O profissional de psicologia pode trabalhar em vários setores: preparando atletas psicologicamente para competições, atendendo a pacientes em grupo ou individualmente em clínicas, ajudando a selecionar funcionários que atendam a determinada cultura organizacional e auxiliando a fomentar um bom clima em uma empresa, auxiliando pacientes em hospitais públicos e privados, dando orientação profissional a estudantes ou mesmo graduados que buscam crescer na carreira, atendendo a demandas de alunos em instituições escolares e muito mais.

Voltada à compreensão do comportamento humano, a psicologia tem muitas vertentes e é possível que, desde os primeiros anos da graduação, o aluno já seja capaz de escolher aquela com a qual mais se identifica. Essa definição é importante, sobretudo para quem vai trabalhar em clínicas, oferecendo sessões de psicoterapia. Confira algumas das abordagens mais conhecidas.

Psicanálise

(Fonte: Giphy)

Possivelmente você já ouviu falar em complexo de Édipo, ato falho ou associação livre; esses termos tão comuns em nossa cultura provém dos estudos do médico Sigmund Freud, que, no início do século XX, revolucionou a análise do comportamento humano ao identificar relações entre desejos reprimidos, linguagem e processos inconscientes dos indivíduos.

A psicanálise propõe uma teoria do psiquismo humano, por isso os princípios desse campo são extremamente complexos e sua compreensão demanda muita leitura e reflexão. E muita, nesse caso, não é exagero, tanto que há cursos de formação de psicanalistas com até 4 anos de duração. E, como a psicanálise não é intrínseca à psicologia, esses cursos são independentes da graduação.

O psicanalista ouve as pessoas e, atento tanto às histórias quanto a determinados sinais da linguagem do paciente, propõe conexões para que quem estiver deitado no divã tenha seus próprios insights e conheça camadas mais profundas da construção humana.

Psicologia analítica

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Se você já ouviu falar de Freud, talvez também já tenha ouvido falar em Carl Gustav Jung, um de seus mais importantes seguidores — e dissidentes — e pai da chamada psicologia analítica. Observando o comportamento de maneira sincrônica com o mundo ao redor, esse médico europeu fomentou conceitos como arquétipo, inconsciente coletivo e sincronicidade, e uma das suas marcas mais conhecidas é a análise do paciente por meio da interpretação dos sonhos.

Por ser uma linha que trabalha com a observação de símbolos que perpassam a vivência do indivíduo, a psicologia analítica pode avaliar, além de sonhos, desenhos e a chamada "caixa de areia", na qual o paciente cria cenários a partir de miniaturas e identifica aspectos do seu inconsciente.

Psicologia cognitivo-comportamental

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Pautada em uma perspectiva bastante prática e objetiva, sobretudo em comparação com a psicologia analítica e a psicanálise, a abordagem cognitivo-comportamental trabalha para quebrar padrões de pensamento que atrapalhem o desenvolvimento do paciente, debruçando-se sobre o sintoma presente do indivíduo. Ela une pontos das vertentes cognitiva, do psiquiatra estadunidense Aaron Temkin Beck, e comportamental, que tem entre seus teóricos o também médico dos Estados Unidos, Edward L. Thorndike.

Psicologia humanista

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Para o psicólogo estadunidense Carl Rogers, cada ser humano é único e, para se desenvolver, precisa de uma boa abertura e um espaço acolhedor para se reconhecer, aceitar-se e se tornar o melhor que puder ser. Essa é a base da chamada psicologia humanista. Os pilares dessa abordagem, também chamada de Abordagem Centrada na Pessoa, são autenticidade, sinceridade, congruência ou transparência, aceitação incondicional do outro e empatia.

Nesse caso, o psicólogo age como mero mediador em um espaço de liberdade, autoconhecimento e autoaceitação. A perspectiva de Rogers é comum na área da educação. Para docentes adeptos a ela, ensinar é facilitar o aprendizado de forma saudável e natural em um ambiente favorável ao desenvolvimento de cada aluno, de acordo com suas especificidades.

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