O jornalismo é uma área que, muitas vezes, é colocada em xeque. Durante alguns períodos da história, jornalistas foram perseguidos; em outros, foram exaltados. Em alguns momentos, são vistos como fontes importantes; em outros, como problemáticos e mesmo desnecessários.

Mas por que o profissional do jornalismo é tão importante para nossa sociedade? Continue sua leitura para saber mais!

Informações onde mais se precisa

(Fonte: Giphy)

A reportagem é uma das formas de jornalismo mais conhecidas, porque é a que vemos na mídia todos os dias. O repórter é um profissional que está sempre em busca de fatos e eventos que devem ser noticiados – alguns deles, o mais rápido possível. É o caso, por exemplo, de coberturas sobre eventos naturais que se aproximam, como furacões e tsunamis. Assim, o jornalismo permite que as pessoas saiam das áreas de risco o quanto antes.

Mas chegar com as notícias no momento exato não é exclusividade dos repórteres: assessores de imprensa também fazem esse trabalho, representando empresas ou indivíduos e respondendo por eles em situações urgentes. Atualmente, o assessor de imprensa está muito presente nas redes sociais, fazendo a mediação entre clientes e empresas.

É importante ressaltar que esse tipo de jornalismo não é voltado apenas para ocasiões sérias ou eventos de vida ou morte. O jornalismo esportivo, por exemplo, está aí para noticiar, fazer entrevistas e trazer respostas para quem se interessa pelo mundo dos esportes; é um tipo de jornalismo que também instiga e influencia muitas pessoas.

Prestação de contas

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Martin Baron é jornalista e, atualmente, editor do The Washington Post, importante jornal americano. Mas você deve conhecê-lo por seu emprego anterior: ele chefiou a equipe do jornal The Boston Globe em uma investigação sobre abusos sexuais cometidos por clérigos da Igreja Católica – caso que serviu de base para o filme Spotlight, vencedor do Oscar em 2016.

Baron diz que, para ele, a função da imprensa é fazer com que os mais poderosos prestem contas à sociedade. Pesquisando, encontrando informações, fazendo conexões, o jornalismo acaba servindo como um meio de não deixar que aqueles que têm mais poder cometam injustiças e saiam impunes – como era o caso que Baron investigava.

Os fatos em meio aos fakes

(Fonte: Giphy)

Atualmente, a informação é mais livre e gratuita do que nunca. Não precisamos abrir um jornal para ler uma notícia: ela chega aos nossos e-mails, às redes sociais, até mesmo aos aplicativos de mensagem nos nossos celulares. De forma resumida, simplificada, elas podem ser lidas em segundos – ao contrário do que acontecia no passado.

O problema é que, por causa da rapidez de acesso às informações, acabamos não as checando. Muitas vezes, não sabemos de onde elas vieram. E, do mesmo modo, não temos certeza das intenções de quem as escreveu pela primeira vez. O jornalismo entra em campo, nesse caso, para dar nomes, procurar fontes, estabelecer o que é um fato e o que não aconteceu.

Isso não deve ser confundido, no entanto, com o jornalismo que forma opiniões. É claro que, esclarecendo fatos, os jornalistas podem ajudar seus leitores e espectadores a estabelecerem as próprias opiniões. Mas, em geral, a missão é mostrar o que aconteceu, exibir provas, fazer entrevistas e não deixar qualquer informação importante escapar.

Quem se interessa por jornalismo deve ter um compromisso com o factual e saber que qualquer uma de suas notícias tem o poder de impactar vidas. É uma responsabilidade enorme, mas muito necessária para o mundo em que vivemos.

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