Você já deve ter ouvido falar sobre a carreira de engenheiro de produção e imaginado que, por se tratar de uma engenharia, a atividade provavelmente envolve cálculos complexos e muitos números, não é mesmo? Mas você sabe o que, exatamente, um profissional dessa área faz no dia a dia e quais são as competências que geralmente são exigidas de quem atua no setor? Descubra a seguir!

Principais atribuições

A engenharia de produção está relacionada na essência com o desenvolvimento e a implementação de processos para a fabricação eficiente, sustentável e segura de todo tipo de produto. Os profissionais são responsáveis por definir exatamente como algo será produzido, quais maquinários precisarão ser empregados ou construídos, que matérias-primas serão utilizadas, que tipo de mão de obra será necessária e como serão os processos envolvidos para que a produção seja a mais eficiente e confiável possível. Assim, algumas das principais responsabilidades e atribuições da área são:

  • desenvolver novos equipamentos, procedimentos e sistemas de produção;
  • administrar orçamentos e negociar com fornecedores, clientes, times de desenvolvimento e outras áreas envolvidas no processo de produção;
  • realizar análises de investimento e identificar gargalos nos processos industriais;
(Fonte: Giphy)
  • desenvolver novos produtos e linhas de produção e monitorar despesas e lucros;
  • planejar e coordenar processos de produção com o objetivo de melhorar a qualidade dos produtos fabricados;
  • implementar melhorias para usar equipamentos, materiais e mão de obra de maneira efetiva para maximizar a produção;
  • desenvolver estratégias operacionais para alcançar tanto os objetivos de produção como os financeiros;
  • identificar quais são as atividades e práticas menos seguras e estabelecer procedimentos de segurança e cumprir as regulações ambientais em vigor;
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  • realizar análises de performance para reduzir tempo de inatividade e falta de suprimentos;
  • implementar iniciativas para a redução de custos e aumentar o padrão de qualidade;
  • oferecer treinamento e orientação aos membros dos times envolvidos nas diferentes etapas de fabricação visando alcançar as metas de produção.

Basicamente, o engenheiro de produção é responsável por coordenar e desenhar a linha de produção do começo ao fim e definir todos os processos por trás dos produtos que chegam ao mercado — fabricados pelas indústrias farmacêutica, alimentícia, automobilística, cosmética, metalúrgica, têxtil ou de qualquer outro segmento. Sendo assim, trata-se de uma carreira que lida com um sem fim de complexidades e cujos profissionais são de extrema importância para o mercado mundial.

Competências

É claro que, tal como acontece com as demais engenharias, é importante que as pessoas que desejam cursar Engenharia de Produção tenham afinidade com as disciplinas exatas, como Física e Matemática, e apresentem raciocínio lógico. Entretanto, como se trata de uma área em que o profissional deve integrar vários times e supervisionar diversos aspectos do processo de produção, é preciso que ele tenha facilidade de comunicação e seja capaz de trabalhar bem em equipe.

Além disso, é imprescindível ser proativo, ter perfil empreendedor e de liderança, ser criativo e extremamente organizado, já que será encarregado de planejar e acompanhar uma variedade de processos e projetos. O engenheiro de produção também precisa ser flexível, uma vez que as diferentes demandas e o surgimento de novas tecnologias exigem que se adeque rapidamente a situações nem sempre previstas.

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Ademais, o profissional da área de engenharia de produção deve ter bom conhecimento socioeconômico e político, interesse em tecnologia e se manter sempre atualizado em relação aos últimos avanços. E é vital se manter antenado sobre aspectos relacionados à sustentabilidade, responsabilidade social e proteção ao meio ambiente.

Em suma, os engenheiros devem ter uma visão macro das atividades que precisam ser executadas e de todos os processos pelos quais são responsáveis, bem como compreender o conjunto de elementos técnicos, econômicos e humanos sob seu comando para, assim, poderem apresentar as melhores soluções e terem uma postura mais estratégica dentro de sua área de atuação.