Ser criança é viver um universo constante de possibilidades; afinal, a infância é a fase do descobrimento, na qual tudo é colorido, interessante e alegre. Mas quando a tristeza, o silêncio e o isolamento tomam conta é sinal de que algo está diferente.

É preciso prestar bastante atenção aos sinais que as crianças dão. Isso porque elas verbalizam bem menos que os adultos quando se trata de sentimentos. A forma que elas  encontram de expressar as angústias pode ser através do choro, da necessidade de atenção excessiva, de mudanças de comportamento e até mesmo de compulsão por comida.

Nesse momento deve entrar em cena o psicólogo especialista em atendimento infantil. A psicologia, como um todo, é uma área bastante abrangente; além da clínica, é possível atuar como psicólogo educacional, hospitalar, esportivo, organizacional, social e muito mais.

O psicólogo e a infância

Quando se trata de crianças, a psicoterapia é uma das principais ferramenta de trabalho do psicólogo que atua com esse público. É através do universo lúdico que o profissional de psicologia consegue acessar as questões que afligem a mente dos pequenos, usando brincadeiras, desenhos e atividades voltadas para a expressão dos sentimentos. Funciona como um trabalho investigativo, pois saber ler os dilemas e sinais que a criança deixa em um desenho ou no momento do brincar é uma das estratégias usada para captar as mensagens que podem ser não verbalizadas.

A participação familiar é muito importante, pois é com informações compartilhadas por quem convive com a criança que o tratamento é estabelecido para assistir ao paciente da melhor forma possível. Também inclui a escola, pela observação e orientação aos educadores, já que um dos  lugares em que as crianças passam a maior parte do dia e onde surgem muitos dos conflitos que podem ser problematizados por elas.

Segundo a pedagoga e psicóloga especializada em psicopedagogia, Adriana Miron, a grande importância da psicologia da infância está em contribuir para a formação de crianças mais saudáveis, impactando diretamente a construção de uma sociedade melhor. “Escolhi a psicologia infantil como área de atuação por compreender que podemos construir uma sociedade mais saudável, com adultos mais equilibrados, cuidando emocionalmente das nossas crianças e construindo relações mais positivas entre pais e filhos”, explica a especialista.

Onde trabalhar?

Se você se imagina trabalhando com crianças e adolescentes, outras áreas da psicologia também englobam esse público, além da clínica, como a escola, com a psicologia educacional; hospitais, com a psicologia hospitalar; ou os Centros de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), nos quais a psicologia social atua.

Psicologia educacional

(Fonte: Giphy)

Os profissionais da psicologia que se especializam na educação atuam nas escolas, analisando os processos de ensino e aprendizagem e atuando junto aos professores, destacando a importância deles na construção da subjetividadedos alunos. Alguns podem ser docentes, preparando os profissionais da educação, ou trabalhar diretamente com crianças e adolescentes com deficit de atenção, por exemplo.

Psicologia hospitalar

A psicologia hospitalar é uma vertente da psicologia da saúde. O profissional que se especializa nessa área atua junto à equipe de saúde dos hospitais, com médicos e enfermeiros, atendendo tanto aos pacientes quanto aos familiares e auxiliando a recuperação física e mental de crianças e adolescentes.

Psicologia social

(Fonte: Giphy)

Os profissionais dessa área que trabalham com crianças atuam, geralmente, nos CAPSi, órgãos públicos, voltados para o atendimento da população, realizando o acompanhamento para a construção de uma vida mais saudável..

A psicologia é o estudo do comportamento humano e dos processos mentais e tem como objetivo auxiliar as pessoas a se relacionarem melhor umas com as outras, consigo mesmas e com a realidade ao redor. A infância é o início desse processo, então se você se identificou com os profissionais que trabalham para construir pessoas mais fortalecidas, esse é a sua área de atuação na Psicologia.

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