6 dicas para desenvolver a capacidade de escuta

“Você tem apenas uma boca, mas dois ouvidos, então escute mais do que fale”. Conselhos de avós são sempre sábios, mas esse parece trazer um conteúdo especial para o mundo contemporâneo. Afinal, fala-se muito, mas isso não quer dizer que as pessoas se escutem.

Isso é relevante em um mundo em que não faltam formas de falar. Ao longo da história, o desenvolvimento das técnicas de comunicação foram fundamentais para a consolidação de avanços como a democracia. De Gutenberg a Zuckerberg, a possibilidade de expressão deve ser defendida.

A questão é: como não produzir uma torre de Babel, em que todos falam, mas ninguém se escuta? Listamos aqui algumas dicas para se comunicar melhor.

1. Aprenda com as diferenças, em vez de julgá-las

Os conflitos religiosos são exemplos de situações em que pessoas deixam de se ouvir. (Fonte: Shutterstock/Tamisclao)
Os conflitos religiosos são exemplos de situações em que pessoas deixam de se ouvir. (Fonte: Shutterstock/Tamisclao)

“Perdoai, mas eu preciso ser outros”. Com a sabedoria própria de quem acumula silêncios, o poeta Manoel de Barros fala da vantagem ou mesmo da necessidade de se abrir ao outro diante da incompletude individual. Essa é uma possibilidade de se tornar maior e melhor. Exige coragem, mas é, sem dúvida, uma forma de ser mais rico enquanto sujeito.

Por isso, a primeira dica para se comunicar melhor é respeitar a alteridade. Considerar essa pluralidade é importante para lidar com as diferenças de forma efetiva, aprendendo com elas. Para isso, tolerância e disposição para autocrítica são fundamentais.

2. Dialogue com foco no interlocutor

Não aja como gostaria de ser tratado, mas observe o outro, escute-o e entenda como ele gostaria de ser tratado. Se seu assunto favorito é jardinagem e do seu interlocutor é futebol, não desande a falar de flores. É de bom tom que ambos se preocupem em conciliar temas de interesse comum. Isso é gentil e demonstra disposição de considerar o outro a partir dele próprio, e não somente de você.

3. Respeite o que o outro considera como valor

Ao se aproximar de pessoas com o esforço genuíno de se aproximar e de construir relações, acaba-se por encontrar divergências em relação a filosofias de vida. Mesmo pessoas muito próximas, como familiares e amigos, podem ter valores diferentes em alguns aspectos.

Quando isso acontecer, é importante aprender a respeitar esse valor que não é seu. Isso vale até mesmo se houver confronto com o seu modo de vida. A experiência de ouvir o outro precisa partir do pressuposto de que ele pode não partilhar dos mesmos valores e que isso não o diminui.

4. Procure se concentrar nos momentos de diálogo

As relações humanas muitas vezes são empobrecidas por serem apenas mais uma das demandas cotidianas. (Fonte: Shutterstock/Maslowski Marcin)
As relações humanas muitas vezes são empobrecidas por serem apenas mais uma das demandas cotidianas. (Fonte: Shutterstock/Maslowski Marcin)

Outro problema comum é a multiplicidade de tarefas que afeta não só o mundo do trabalho, mas também as relações humanas. É recorrente ver, por exemplo, que o celular costuma distrair a comunicação entre pessoas que estão frente a frente. 

Uma forma interessante de ouvir com mais atenção é elevar tanto os diálogos como os momentos de troca e interação a um patamar privilegiado. É uma regalia poder se relacionar com as pessoas que se ama. É o que faz a vida valer a pena, não é mesmo? Então trate esses momentos com a grandeza que eles merecem. 

5. Exercite o silêncio

Cada mídia social pede que as pessoas se comportem como produtoras de conteúdo para si mesmas. Elas devem escrever, dizer e mostrar a sua realidade e suas opiniões o tempo todo. Aliás, se todos fazem isso toda hora, quando é que sobra tempo para as pessoas se ouvirem? 

Quando se fala em “se ouvir”, isso pode significar ouvir umas às outras ou até mesmo as pessoas ouvirem a si próprias. Por isso, tenha tempo para escutar os outros e a si mesmo. Exercite o silêncio, escute-se, ouça os sons que o rodeiam. Tente entender o que seu coração sente, o que sua mente deseja e o seu corpo pede. 

6. Faça escolhas conscientes

A vida exige uma sobrecarga de tarefas que tendem a tornar as pessoas reativas. Em vez de dirigir a vida, fica-se sobrecarregado, ansioso e vive-se apagando incêndios, sem desfrutar de cada momento. 

Se você decidiu correr por meia hora, tenha esse momento para si. Coloque os pensamentos em dia e desfrute do tempo presente. Se você optou por estar com um amigo em um sábado à noite, esteja por inteiro. 

Abandone o celular e os problemas do trabalho, seja amigo em tempo integral por uma noite. E, ao chegar em casa e reencontrar sua família, esteja nisso por inteiro tanto quanto possível. 

Assim, você garante que sempre está presente em todos os sentidos do termo. E é mais fácil escutar quando se está aqui e agora, “de corpo e alma”.

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Fonte: Universia.

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