Imaginar eletrônicos, objetos pessoais, móveis e artigos de decoração, entre outros acessórios conectados à internet não é mais peça de ficção. É exatamente sobre isso que trata a Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas, em português.

A grande questão sobre a IoT ainda é: qual será o impacto gerado dentro do mercado (independentemente de qual você atua) e como estar preparado para todas essas evoluções?

(Fonte: Tenor)

A primeira coisa a se ter em mente é que a IoT não é novidade. Fala-se desse assunto em rodas de discussão tecnológica há anos; e nada mais é do que a possibilidade de conectar qualquer aparelho à internet, desde a sua velha impressora até uma cafeteira.

Em pouco tempo, veremos SIM card em todos os lugares: carros, geladeiras, maçanetas, roupas, robôs domésticos e aparelhos ou objetos ganharão vida como se fossem smartphones ou computadores. Conectar diz respeito a poder se comunicar com todos os pontos, enviar ordens, fazer que conversem entre si e trabalhem para você.

Desde 2017, temos visto surgirem novos personagens no mundo da IoT, como alto-falantes ativados por voz com os mesmos assistentes virtuais dos smartphones. Dispositivos como Google Home, Amazon Echo e HomePod estão se espalhando pelo mundo dia após dia.

20 bilhões de coisas conectadas

Segundo estimativas da consultoria norte-americana Gartner, há cerca de 2 bilhões de pessoas online e 10 bilhões de “coisas” online, número que aumentará para 20 bilhões até 2020.

A mesma consultoria espera que, até 2025, a IoT seja o grande motor da economia mundial. Empresas já projetam investimentos da ordem de US$ 14,4 trilhões, e especialistas acreditam que na economia isso pode chegar a US$ 7,4 trilhões. Olhe ao redor. Certamente há algo conectado por perto além do seu computador ou do celular. A transição é gradual, mas caminha a passos bastante largos.

O futuro é conectado

(Fonte: Giphy)

Uma pesquisa realizada pela Pew Research Center, que faz parte de uma série em homenagem aos 25 anos da web, perguntou a especialistas em tecnologia: como será o mundo em 2025? Foram entrevistadas mais de 1,6 mil pessoas que acreditam que estamos apenas no começo da Era da Internet; para 85% dos participantes, a IoT será realidade em 5 anos.

Para focarmos em dados, em 2008 o número de objetos conectados superou a população mundial, que somava 6 bilhões de pessoas; e esse indicador está crescendo mais rápido do que os humanos são capazes de se reproduzir. Eram 13 bilhões de objetos conectados em 2013, de acordo com a Cisco, que prevê um valor ainda maior para 2020: 50 bilhões — incluindo celulares, sensores, implantes e dispositivos que ainda não conhecemos.

Duas categorias que vêm ganhando força nos últimos anos são a tecnologia vestível e a inclusão da IoT em áreas como a medicina. Amostras disso já podem ser vistas em relógios inteligentes e pulseiras que analisam movimentos, exercícios físicos e batimentos cardíacos, como Apple Watch, Fitbit e aparelhos orientados para uso médico e fitness.

Alimentar banco de dados de forma inteligente

Para um profissional de marketing, administração, engenharia ou até um empreendedor, dispositivos da IoT darão mais acesso do que nunca a dados sobre como seus consumidores agem com seus produtos ou consomem recursos. Isso porque os objetos inteligentes e conectados serão capazes de gravar padrões de consumo e, possivelmente, suas máquinas de processamento poderão aprender com eles (com machine learning) para fazer recomendações de consumo ou de produção baseada em informações atuais.

Gerenciamento de estoque

Conectar coisas pode revolucionar a maneira como fábricas ou lojas monitoram estoques. Negócios que necessitam de manufatura ou depósito provavelmente ainda usam scanners, mas dispositivos smart conseguem tabelar o estoque automaticamente apenas ao mover o produto. Há ótimos exemplos nos Estados Unidos, como o Amazon Go, o supermercado da Amazon sem caixas registradoras e sem fila: basta tirar o produto da prateleira e o sistema já sabe quem comprou e o que foi comprado.

Acessibilidade e compra de fidelidade

Consumidores poderão comprar exatamente o produto que procuram (ou de que precisam) e tudo poderá ser entregue em casa de forma rápida e prática. Imagine ser possível usar botões na geladeira ou na despensa para acionar produtos que não podem faltar ou ter um armário inteligente a ponto de saber o que falta e encomendar.

Gestão urbana

(Fonte: Giphy)

Na cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, o monitoramento de pluviômetros para detecção de calamidades provocadas por chuvas utiliza a IoT. Os sensores enviam informações para a central sempre que há uma variação detectada.

Outro bom exemplo são as lixeiras no Paraná, que emitem avisos para uma central de gerenciamento quando estão cheias, o que ajuda a evitar o acúmulo de lixo e, consequentemente, reduz o risco de enchentes, pois os objetos não se espalham com a chuva.

Novas necessidades e funcionários

Eis aqui o maior impacto possível. Com tantas mudanças em curso, é preciso estar atento ao que isso implica no seu mercado. Será que algum software é capaz de substituir pessoas?

Talvez as empresas precisem de menos funcionários, já que esse é um efeito colateral da revolução digital em qualquer área, mas também precisará de novos funcionários. Uma equipe terá que conhecer a tecnologia para que a IoT seja benéfica e eficaz; portanto, ter um time atualizado com as inovações tecnológicas implica treinamento ou troca de pessoal.

A adoção da IoT é um caminho sem volta. A conexão “de tudo com tudo” transformará o mundo e trará inúmeros benefícios na otimização de processos. Será essencial desenvolver as competências digitais necessárias para compreender esse novo universo.