Há cerca de 20 anos, a expressão “inteligência artificial” era popular por causa de filmes como O Exterminador do Futuro e A.I., de Steven Spielberg, que mostravam um futuro cheio de robôs com aparência e comportamentos humanos. Hoje, vivemos em uma realidade totalmente diferente: as máquinas super-realistas dão lugar a uma tecnologia presente em softwares, serviços e produtos que fazem parte do nosso dia a dia.

Atualmente, praticamente todos que estão na internet acabam usufruindo dos benefícios da IA, e você pode ter chegado até aqui graças ao poder dos algoritmos inteligentes sem mesmo saber disso. Além de estar totalmente integrada à nossa vida conectada, a tecnologia promete ser marcante nos próximos anos e gerar mais de 2 milhões de novos empregos a partir de 2020.

Se você quer saber mais sobre essa tendência que está em amplo crescimento e promete revolucionar o mercado de trabalho nos próximos anos, confira a seguir o que é preciso para entrar no ramo de inteligência artificial e até fazer seus primeiros experimentos com a tecnologia!

O que é inteligência artificial?

(Fonte: Giphy)

Presente no campo científico desde os anos 40, a inteligência artificial é um conceito amplo que envolve a pesquisa e o estudo de formas de “simular” o intelecto humano em máquinas ou programas de computador. Apesar de a definição a princípio causar uma sensação de ficção científica, já existem diversas aplicações envolvendo a tecnologia.

Sabe quando você abre a Netflix e o serviço de streaming mostra séries e filmes que parecem feitos para você? Ou quando o Spotify monta a playlist de “Descobertas da Semana”, feita com base nas músicas mais ouvidas na sua conta? Tudo isso é obra de inteligências artificiais.

Tanto a Netflix quanto o Spotify utilizam fórmulas matemáticas que se alimentam das informações do usuário para oferecer conteúdos cada vez melhores e mais adequados ao gosto de cada um. Como isso acontece? Graças aos algoritmos.

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Desenvolvedores criam um código que processa bancos de dados (Big Data) e é capaz de criar padrões e tirar conclusões com base nessas informações. Além de ser um trunfo de empresas para nos conquistar, a aplicação dessa tecnologia não se limita aos serviços de conteúdo de mídia que buscam melhorar a experiência de seus clientes: o Google utiliza o aprendizado de máquina (Machine Learning) para entregar resultados de pesquisa aprimorados com base no histórico de buscas. Já redes sociais como Facebook e Twitter possuem algoritmos para exibir publicações similares às que o internauta costuma curtir, comentar ou compartilhar.

E os usos da IA não se restringem aos serviços online. Softwares de inteligência artificial também estão se tornando bem comuns em diversos setores da indústria; um dos segmentos mais marcados pela tecnologia é o automobilístico. Graças a técnicas de processamento avançadas de inteligência artificial — como o deep learning —, fabricantes de carros já estão lançando no mercado veículos semiautônomos. Utilizando reconhecimento de imagem e diversas câmeras, automóveis de empresas como a Tesla conseguem “aprender” como é uma estrada e se locomovem apenas com a supervisão de um motorista.

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Até mesmo áreas de comunicação, como o jornalismo, já sentem mudanças em virtude do crescimento da inteligência artificial. Em 2016, a Associated Press fez experimentos em que alimentou uma inteligência artificial com informações e o algoritmo conseguiu escrever notícias sobre baseball, o que ajudou a agência a aumentar sua cobertura nos eventos do esporte. O papel dos jornalistas era auxiliar a IA e revisar tudo que o "robô" escrevia.

Com todas essas possibilidades surgindo, trabalhar com inteligência artificial pode ser uma ótima oportunidade para não ter seu emprego consumido por uma máquina e manter-se atualizado para o futuro. No entanto, é necessário estudar e se esforçar para se destacar na área.

Como trabalhar com inteligência artificial?

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Além de trabalhar no desenvolvimento de algoritmos, o especialista em inteligência artificial pode atuar no gerenciamento e na manutenção desse tipo de tecnologia. Mas, antes de mais nada, é necessário verificar se você tem afinidade com a área, que envolve muitos conhecimentos de tecnologia da informação.

Como a base da inteligência artificial são os algoritmos, é essencial curtir Matemática. Conceitos que vão desde teoria da probabilidade até álgebra linear estão presentes no desenvolvimento de produtos com machine learning, algoritmos que utilizam Big Data para aprender sozinhos.

Ter uma bagagem de programação também é básico para entrar nesse segmento. Especialistas recomendam o conhecimento de linguagens como Python, Node.js, C ou C++ para aplicar algoritmos e criar produtos envolvendo inteligência artificial.

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Para quem pretende ir além da criação de uma inteligência artificial, ainda é necessário buscar conhecimentos de Filosofia. Apesar de estar totalmente no lado oposto do campo das Exatas, a área aborda temáticas como Lógica e Teoria do Conhecimento, que estão ligadas ao desenvolvimento softwares que pensam sozinhos. Grandes nomes da era moderna — como o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e o empresário Elon Musk — já estão até trabalhando em diretrizes para a criação de IAs mais seguras e que não prejudiquem os seres humanos no futuro.

Falando em segurança, é preciso atenção a questões de privacidade, já que boa parte das aplicações da inteligência artificial utilizam informações coletadas de usuários. Com o desenvolvimento de leis cada vez mais rígidas de proteção de dados, como a GDPR, um deslize pode ser prejudicial em uma carreira em ascensão. Em casos como na indústria automobilística, o desenvolvimento da IA também está ligado aos padrões e às leis de trânsito de cada país. Logo, noções básicas de Direito e legislação também podem ser diferenciais na hora de procurar emprego na área.

Como começar nesse mercado?

Curtiu o que leu até agora sobre inteligência artificial e acha que se encaixa na área? Então, o próximo passo é começar a colocar a mão na massa, estudar e até tentar criar uma inteligência artificial do zero. Pode até parecer complicado, mas com um pouco de esforço já é possível tirar algo do papel.

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A Google oferece materiais gratuitos de educação sobre Machine Learning, os quais incluem exemplos mais práticos. O site da gigante da tecnologia conta com experimentos básicos que não envolvem códigos e são mais amigáveis para quem é principiante. Os exercícios vão desde ensinar um algoritmo usando a webcam até fazer desenhos com uma rede neural. Apesar de parecerem bobas (e divertidas), as brincadeiras são uma ótima porta de entrada para o mundo do aprendizado de máquina. A empresa também vende kits básicos com hardwares para que você faça seus próprios equipamentos com inteligência artificial em casa. Assim, é possível não apenas criar, mas também colocar seu projeto em ação no mundo real.

Outra forma de treinar é por meio de plataformas online que permitem codificar algoritmos de IA sem muito trabalho. Uma boa porta de entrada é o Chatfuel, voltado para a elaboração de chatbots para o Facebook Messenger. Além de ser simples e gratuita, a plataforma conta com noções básicas de programação de um bot de mensagens. Após a criação, o usuário também pode colocar sua obra em ação em uma página no Facebook e receber feedbacks em tempo real, o que é ótimo para aprender e evoluir no setor.

Se você está com o inglês em dia e quer se aprofundar academicamente no segmento, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) oferece um curso gratuito de introdução à inteligência artificial. O especialista Andrew Ng, um dos principais estudiosos da tecnologia, também oferece aulas 100% online e grátis sobre o assunto, que podem ser acessadas aqui.

Agora, que você já está por dentro do básico sobre inteligência artificial, o negócio é começar a estudar, praticar bastante e garantir espaço na área!

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