Entre os assuntos que sempre aparecem no vestibular, a Guerra Fria é uma constante na prova de História — e nem sempre os estudantes a compreendem em sua totalidade. Muitas vezes, o próprio nome causa a confusão, porque foi uma guerra sem enfrentamento direto.

Continue a leitura para entender melhor o que foi a Guerra Fria e estar mais preparado para o vestibular!

O começo da Guerra Fria: duas grandes potências opostas

(Fonte: Giphy)

Com o fim da Segunda Guerra, em 1945, dois países despontaram como grandes potências mundiais: os Estados Unidos e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), chamada também de União Soviética. Ambas as nações buscavam a hegemonia global, mas isso implicava derrotar o concorrente.

No entanto, nunca houve confronto em um campo militar. A disputa, que começou em 1945 e durou até 1991, não foi direta: os dois países se enfrentaram nas áreas política e científica, principalmente.

Os Estados Unidos saíram da Segunda Guerra com poucos danos em seu território e um bom proveito econômico. A União Soviética, por outro lado, perdeu muitas vidas em combate, mas foi a responsável pelo cerco de Berlim e pela derrota de várias tropas nazistas. Com os dois países do mesmo lado na Segunda Guerra, poderíamos pensar que eles não tinham conflitos entre si.

Porém, os Estados Unidos tinham como objetivo manter a hegemonia econômica capitalista, enquanto a União Soviética dava passos em direção ao socialismo, desejando implantar a economia simplificada de Stalin. A discussão sobre a organização mundial no pós-guerra foi a base da Guerra Fria.

Plano Marshall e a divisão da Alemanha

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Entre as diversas ferramentas para angariar apoio e suporte de outros países, os Estados Unidos lançaram o Plano Marshall, voltado para a recuperação econômica da Europa, que estava devastada pela guerra. Países como França, Itália e Inglaterra receberam bilhões de dólares em investimento. Ao mesmo tempo, as campanhas contra a União Soviética começaram.

Já a União Soviética promoveu o Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON), que buscava integrar economicamente os países do Leste Europeu, como a Alemanha Oriental, a Polônia e a Romênia.

A Alemanha, aliás, foi o país que mais sofreu com a Segunda Guerra, já que terminou o período dividida em quatro blocos: três pertencentes à França, à Inglaterra e aos Estados Unidos, chamados de Alemanha Ocidental; e um pertencente à União Soviética, a Alemanha Oriental. A cidade de Berlim, capital do país, também foi dividida em quatro setores.

Para incentivar a unificação da cidade de Berlim — que, inicialmente, estava na Alemanha Oriental —, Stalin, o líder da União Soviética, criou um bloqueio para a entrada de combustíveis e alimentos em 1948. No entanto, a medida durou pouco tempo, pois era ineficaz.

Já em 1961, o sucessor de Stalin, Khrushchov, autorizou a construção de um muro ao redor da Berlim Ocidental — o conhecido Muro de Berlim —, para evitar a migração dos habitantes da parte oriental para a ocidental. A barreira continuou de pé até quase o fim da Guerra Fria, sendo derrubado em 1989. E esse fato é um dos mais cobrados em provas de vestibular.

Corrida espacial e outros conflitos

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A corrida armamentista foi o fator que deixou todo o mundo em estado de alerta até o fim da Guerra Fria. Os dois países começaram a investir em armamentos, inclusive em bombas atômicas, ao mesmo tempo temendo e planejando confrontos militares.

Da corrida armamentista surgiu também a corrida espacial, em que os dois governos investiram muito em tecnologia como forma de fazer propaganda de seus regimes.

De qualquer modo, mesmo que as ameaças de conflito entre Estados Unidos e União Soviética nunca tenham se concretizado, alguns outros conflitos em diversas regiões do mundo foram influenciados e apoiados pelas duas potências. É o caso da Guerra da Coreia (1950-1953) e da Guerra do Vietnã (1955-1975). Nesse mesmo período, em 1959, começaram os conflitos entre os Estados Unidos e Cuba.

O modelo soviético de economia começou a entrar em crise no começo dos anos 1980, especialmente por conta de pressões externas e pela guerra contra o Afeganistão. Em virtude disso, ao longo de 1991 diversos países que faziam parte da União Soviética começaram a se declarar independentes. Em dezembro daquele ano, a URSS se desfez por completo e, assim, foi declarado o fim da Guerra Fria.

Esse foi um resumo desse evento histórico importante para a humanidade e para o vestibular. Procure mais informações para complementar seus conhecimentos, estudar para o vestibular e se dar bem na prova!