O Taylorismo, também chamado de Administração Científica, foi um modelo gerencial criado pelo norte-americano Frederick Taylor (1856-1915), com base em sua vivência na Midvale Steel. De operador de máquinas a engenheiro nessa siderúrgica, Taylor acreditava ser possível otimizar o trabalho, tornando mais eficientes os processos de produção e aumentando o lucro das indústrias, por meio de uma análise científica.

Taylor propôs vários princípios que ajudariam as indústrias, sendo os principais: planejamento, preparo, controle e execução. Com isso, ele pretendia utilizar apenas métodos científicos comprovadamente benéficos à produção, orientar corretamente os funcionários e disciplinar para que cada um tivesse uma função específica dentro da cadeia produtiva. Por conta disso, na época recebeu críticas de que estaria transformando os trabalhadores em peças de uma engrenagem.

Frederick Taylor passou por vários setores na Midvale Steel, onde pôde analisar a produção e desenvolver um método administrativo. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Contexto histórico

O Taylorismo surgiu na virada do século XX, em meio à chamada Segunda Revolução Industrial. Nesse período, foi descoberta a energia elétrica, que impulsionou o desempenho das fábricas. Estas, por sua vez, começaram a trocar o ferro pelo aço e a utilizar o combustível fóssil (petróleo) no lugar das máquinas a vapor.

Essas novidades fizeram com que as fábricas funcionassem a partir da manufatura, isto é, um sistema que, mesmo com técnicas artesanais, podia produzir em larga escala. Isso fez com que inúmeras indústrias surgissem no período – e, consequentemente, cada vez mais pessoas passassem a trabalhar nesses locais.

Com uma demanda tão grande de empresas e de funcionários, foi necessário criar métodos que tornassem a produção mais eficiente, sem desperdício de tempo e dinheiro. Frederick Taylor propôs, então, um estudo científico que pudesse aumentar a produção e diminuir o tempo de cada processo, aproveitando o melhor que cada um poderia oferecer.

No Taylorismo, cada funcionário ocupa um posto específico conforme suas aptidões. (Fonte: FEE/Reprodução)

O modelo de Taylor

O taylorismo pode ser resumido em 4 pontos principais:

  1. a maneira de realização de uma tarefa deve ser decidida após uma análise científica de seu processo;
  2. os funcionários devem ser selecionados e treinados para uma tarefa específica;
  3. as tarefas precisam ter instruções detalhadas para que se possa supervisioná-las;
  4. os gerentes devem avaliar os processos e buscar formas de otimizar ainda mais o serviço.

Como já foi dito, esse modelo gerou críticas por transformar os trabalhadores em meras peças dentro da cadeia produtiva. Porém, Taylor também apresentou soluções que agradaram a classe operária: os funcionários eram pagos pela produtividade; ou seja, quanto mais trabalhassem, mais recebiam, podendo até mesmo dobrar o salário no fim do mês. Ele ainda propôs uma escala de trabalho mais reduzida, o descanso semanal remunerado e os intervalos durante a jornada, o que transmitia às pessoas uma sensação de segurança.

Além disso, Taylor desenvolveu a Organização Racional do Trabalho (ORT), que consistia em uma pesquisa sobre fatores que afetavam a agilidade dos funcionários e a qualidade da produção. Entre eles estão o estudo da fadiga humana, a especialização do operário, o desenho de cargos e tarefas, os incentivos salariais, a padronização do trabalho etc.

É correto dizer que, ainda que de certa forma robotizasse os funcionários, o Taylorismo estruturava uma jornada de trabalho menos cansativa, de recompensas pela produção e de aproveitamento de suas principais qualidades. Além disso, os trabalhadores eram separados entre aqueles “pagos para pensar” e os “pagos para executar”.

No filme Tempos Modernos (1936), Charlie Chaplin critica a “coisificação” do ser humano. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Aplicações práticas: Fordismo

(Fonte: Giphy)

Um dos primeiros entusiastas do Taylorismo foi Henry Ford, que o aplicou em suas indústrias automotivas. Através da implementação de esteiras rolantes, os funcionários não precisavam mais se locomover dentro das fábricas.

As premissas do Taylorismo serviram de base, portanto, para o Fordismo, que amplia os conceitos propostos para toda a esfera econômica, não se reduzindo apenas aos processo das indústrias. Ambos os modelos foram extremamente influentes e importantes na primeira metade do século XX, com reflexos sendo vistos até os dias atuais.