O estudo da população é essencial na configuração das características presentes em determinada região. A compreensão do conceito de densidade demográfica é necessária na construção do perfil de uma localidade e contribui muito para as análises que são exigidas do estudante atualmente.

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População absoluta vs. população relativa

Antes de tudo, é importante saber diferenciar alguns conceitos: a população absoluta diz respeito ao número total de habitantes de uma região; já a população relativa, também conhecida como densidade demográfica, trata da média de habitantes por quilômetro quadrado.

Populoso vs. Povoado

É importante não confundir os conceitos de populoso e povoado: populoso diz respeito à população absoluta, enquanto povoado diz respeito à densidade demográfica.

Não existe uma relação direta entre os conceitos de populoso e povoado na configuração de uma região, e pode-se afirmar que apenas em alguns países ocorre tal coincidência, como na Índia, o segundo país mais populoso do mundo, que tem 1,35 bilhão de habitantes (aproximadamente um sexto da população mundial) e 440,29 hab./km², e no Japão, com 127 milhões de habitantes e 351 hab./km².

Explorando o conceito de densidade demográfica

Localidades com uma grande quantidade de indivíduos por quilômetro quadrado são consideradas densamente povoadas.

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Calcular a densidade demográfica é bem simples: basta dividir a população absoluta pela área. No caso do Brasil, que tem 210.867.954 habitantes e 8.510.820,623 km² de extensão territorial, o resultado é 24,64 hab./km².

Repare que, em geral, os países com maior densidade demográfica têm pequena extensão territorial, como é o caso da Bélgica, localizada na Europa, com 30.528 km² de extensão, 11,4 milhões de habitantes e 30.528 hab./km².

Distribuição populacional no Brasil

O Brasil, quinto maior país tanto em extensão quanto em população absoluta, apresenta baixa densidade demográfica: 24,64 hab./km². A população brasileira está mal distribuída nas diversas regiões, o que é comum em países de grande extensão territorial. Boa parte das pessoas está concentrada nas áreas próximas ao litoral; enquanto a Região Sudeste tem maior densidade demográfica, a Região Norte é pouco povoada, por exemplo.

Essa tendência nacional de desequilíbrio na distribuição populacional pode ser explicada por diversos fatores, como as áreas de maior prosperidade econômica terem atraído boa parcela da população. Além disso, o rápido crescimento vegetativo de determinada região pode contribuir para o aumento da população, como ocorreu na Região Nordeste ao longo dos anos.

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Densidade demográfica nas regiões brasileiras (Censo 2010)

  • Norte: 12.893.561 habitantes e 4,12 hab./km²
  • Nordeste: 47.693.253 habitantes e 34,15 hab./km²
  • Sudeste: 72.297.351 habitantes e 86,92 hab./km²
  • Sul: 25.089.783 habitantes e 48,58 hab./km²
  • Centro-Oeste: 11.616.745 habitantes e 8,75 hab./km²

Estados mais povoados do Brasil (Censo 2010)

  • Distrito Federal: 444,07 hab./km²
  • Rio de Janeiro: 365,23 hab./km²
  • São Paulo: 166,25 hab./km²
  • Alagoas: 112,33 hab./km²
  • Sergipe: 94,35 hab./km²

Como o conteúdo é cobrado no vestibular

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Os vestibulares, atualmente, exigem boa capacidade analítica dos candidatos; por isso, mais importante que decorar os conceitos é saber explicar os fenômenos observados no estudo da população. Além disso, a boa leitura de anamorfoses, tabelas e gráficos se faz útil na interpretação de questões que tratam de assuntos ligados ao estudo populacional, seja sobre a distribuição espacial da população, seja sobre a evolução demográfica em dado período, seja até sobre os eixos migratórios em uma região. Como o conteúdo não costuma ser cobrado de forma isolada, saber estabelecer relações entre as diversas informações e os conhecimentos adquiridos é fundamental.

E nunca é demais lembrar: resolver questões de vestibulares anteriores permite identificar a forma como a banca costuma abordar determinado conteúdo. Dedicar tempo na resolução de simulados também é fundamental para ganhar maior confiança e até mesmo para descobrir como um assunto poderia ser cobrado com novas abordagens.