Você está familiarizado com a área de comércio exterior? Muitos não conhecem essa opção de trabalho, e os que já ouviram falar nela podem não ter informações tão claras sobre o assunto. Essa categoria, contudo, nem sempre esteve em alta.

Com a crescente globalização e as constantes evoluções tecnológicas, empresas começaram a expandir seu mercado consumidor não só no âmbito interno mas também no externo. Essa mudança de comportamento fez com que as companhias procurassem profissionais especializados em comércio exterior, gerando uma demanda muito alta. Mas, afinal, quais são as principais tarefas existentes nesse setor?

A profissão na área de comércio exterior

(Fonte: Giphy)

Um dos pré-requisitos para a função é estar sempre antenado sobre o que acontece no mundo, além de se imprescindível ter pelo menos um segundo idioma, como inglês ou espanhol. E, nesse quesito, quanto mais línguas você tiver no seu currículo, melhor.

Um profissional desse ramo lida diretamente com compra e venda de produtos e serviços entre empresas e governos de inúmeros países. Para isso, deve mapear e caracterizar mercados consumidores ou empresas fornecedoras, observando eventuais conflitos diplomáticos e até acontecimentos internacionais na política e na economia. Outro aspecto importante é a compreensão das tendências de consumo e suas particularidades (no tempo e no espaço) ao redor do mundo.

Importação e exportação também são assuntos muito recorrentes nessa ocupação, por isso é preciso compreender o que diz a legislação brasileira acerca do assunto, além dos tratados comerciais do Brasil com outros países. Conhecimentos de marketing são indispensáveis, assim como estratégias de negócio e logística.

Um cargo em comércio exterior exige a capacidade de identificar as necessidades dos clientes e possíveis produtores. Ademais, as negociações de frete e estocagem de produtos importados ou exportados também ficam sob os cuidados desse setor.

Sim, a profissão é bem diversificada e exige do encarregado muito jogo de cintura. No entanto, vale lembrar: qualquer atividade se torna mais interessante com desafios.

Os possíveis empregadores

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O mercado de trabalho é muito amplo, e, como esse campo não costuma receber tanta atenção (quanto o clássico trio engenharia, medicina e direito, por exemplo), a demanda permanece alta. As grandes companhias costumam se direcionar para o mercado exterior e novas empresas surgem a todo momento. Enquanto pequenas, elas não são interessantes para esse contexto; todavia, uma vez desenvolvidas, elas certamente aumentarão seu público de alcance.

Engana-se, contudo, quem pensa que o profissional de comércio exterior só pode ser empregado ou prestar serviço para empresas, pois existe um leque muito maior de alternativas à disposição. O campo de trabalho inclui, em suma, companhias privadas de setores diversos, empresas de logística e transportadoras, instituições financeiras, agências governamentais de desenvolvimento econômico, operadoras de câmbio e seguro, entre outras.

Como é o local de trabalho

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Um tecnólogo ou analista de comércio exterior trabalha, normalmente, em escritórios de exportação de empresas de grande porte, despachantes ou companhias de logística. Os funcionários, evidentemente, seguem um padrão nos processos; enquanto alguns ficam encarregados de preencher formulários e o Sistema Integrado de Exportação Exterior (Siscomex), outros lidam com vendas, dão suporte a clientes ou viabilizam e fiscalizam o transporte de mercadorias.

As áreas de atuação

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1. Análise de mercado: inclui a avaliação de custos de transporte até o país destinatário e as taxas a serem pagas e requer o estudo sobre novos mercados para a introdução de determinados produtos.

2. Consultoria: aplica-se, sobretudo, a empresas de médio e pequeno portes, nas quais o profissional deve prestar auxílio em negociações internacionais e sondar clientes em potencial.

3. Cotação: essa função se liga diretamente à cotação de matérias-primas, de produtos a serem vendidos e também de transporte (em moedas estrangeiras).

4. Gestão: trata do estudo de mercado e desenvolvimento de metas de exportação; nesse sentido, pode envolver a análise dos setores da empresa para garantir que todos cumpram suas funções a fim de atingir os objetivos propostos.

5. Logística: como o assunto principal é o transporte, o especialista deve estudar as alternativas e escolher o meio mais viável para transportar os produtos até o país de destino; evidentemente, o custo-benefício deve ser priorizado, e para isso é necessário estar em constante contato com empresas terceirizadas de transporte.

6. Marketing: cada lugar tem uma cultura e um contexto social únicos: uma empresa brasileira que visa se inserir em outro país deve levar esses aspectos em conta, por exemplo, e é nesse momento que entra a pessoa responsável pelo marketing no comércio exterior, para adaptar as propagandas e embalagens de mercadorias à identidade do novo país; assim, não é estranho dizer que essa posição exige o estudo da cultura dos países compradores e o conhecimento sobre seus idiomas.

A dinâmica da especialização

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Os especialistas desse ramo precisam ir além dos cursos de exportação já conhecidos. Sabendo que o dinamismo do mercado exterior é elevado, destaca-se aquele que procura cursos para se manter atualizado quanto às constantes mudanças econômicas. Só assim é possível entender melhor como o sistema funciona e garantir um bom resultado na hora de colocar a mão na massa. Além desse aspecto, é importante pensar qual direcionamento dar à carreira, visto que essa categoria é extremamente ampla.

Depois de tanta informação, você pode analisar se rolou uma química com o comércio exterior e, quem sabe, escolher uma profissão nesse setor.

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