Se você tivesse que listar as diferentes ramificações da Engenharia, qual viria primeiro à sua cabeça? Em geral, nós nos lembramos das clássicas: Mecânica, Civil ou Elétrica, talvez. Mas uma nova área tem se destacado nos últimos anos e ganhou até uma graduação para chamar de sua: a Engenharia Mecatrônica.

O campo reúne conhecimentos da mecânica, eletrônica, computação e automação na formação de um profissional completo. E ela está em alta, pois a demanda por engenheiros no Brasil só aumenta, em especial na área de manutenção em indústrias que já usam robôs nas linhas de produção. Isso graças à "Indústria 4.0", termo cunhado na Alemanha em 2011 para definir a revolução causada pela internet e pela automação no setor industrial. E ela veio para ficar.

O que um engenheiro mecatrônico faz?

(Fonte: Giphy)

O profissional projeta, desenvolve e instala equipamentos mecânicos na indústria. Ainda, é responsável pela automatização e criação de softwares em fábricas, para garantir maior eficiência. Além disso, a operação e a manutenção de máquinas estão na lista de tarefas.

Mais especificamente, o engenheiro mecatrônico trabalha com inteligência artificial, robótica, modelagem, prototipagem 3D, programação, Big Data e instrumentação eletrônica. Ufa! Quanta coisa, né?

E todo esse trabalho está presente no dia a dia das pessoas. Quando pensamos nos equipamentos desenvolvidos por um engenheiro mecatrônico, podemos incluir as máquinas de exames de imagem usadas na medicina, os drones e até os eletrodomésticos.

Como é a graduação em Engenharia Mecatrônica?

(Fonte: Giphy)

O curso é no formato de bacharelado e, geralmente, tem duração de 5 anos. A grade curricular contempla disciplinas básicas da Engenharia, como Cálculo e Resistência dos Materiais, mas boa parte da carga horária é dedicada à automação e à tecnologia. O aluno tem aulas teóricas e práticas em laboratório. No fim do curso, é preciso fazer um estágio e um trabalho de conclusão de curso.

Só não confunda a Engenharia Mecatrônica com a de Controle e Automações. As duas trabalham com mecânica, elétrica e computação, mas a primeira dá mais ênfase à mecânica, enquanto a segunda se preocupa mais com a parte elétrica. Também é comum alguma confusão com a Engenharia Mecânica. A principal diferença da Mecatrônica está na automatização dos processos, que é feita por meio do desenvolvimento de robôs e softwares.

Quais são os diferenciais de cursar Engenharia Mecatrônica?

(Fonte: Giphy)

Além de se sentir o próprio Tony Stark, cursar Engenharia Mecatrônica faz do aluno um profissional mais versátil. A graduação reúne disciplinas de Matemática, Física, Programação e Gestão, que preparam o estudante para um mercado de trabalho que exige múltiplas habilidades.

Tanta versatilidade abre um leque de opções de área de atuação: indústria, tecnologia da informação, empresas de engenharia, consultorias e instituições de ensino. No que se refere especificamente à indústria, esse é um campo onde o engenheiro mecatrônico pode trabalhar em diferentes setores — da linha de produção à gestão de projetos.

As indústrias química, automobilística, aeronáutica, naval e de petróleo e gás são as mais conhecidas e os focos de engenheiros que estão em busca de empregos. Hoje, toda empresa que usa sistemas robóticos precisa de um especialista em mecatrônica.

Outro diferencial da Engenharia Mecatrônica é a demanda do mercado, que se expandiu com a Indústria 4.0. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que haverá uma carência de profissionais qualificados em mecatrônica já em 2020. Ou seja, engenheiros desse campo verão ainda mais oportunidades de trabalho no mercado.

Os salários são um atrativo no setor. Segundo o site Glassdoor, a média salarial de um engenheiro mecatrônico é de R$ 6.714 por mês, mas pode chegar a R$ 15 mil em cargos de diretoria.Resumindo, o curso de Engenharia Mecatrônica promete uma carreira empolgante, ainda mais se você gosta de tecnologia! Mas se você ainda está em dúvida sobre qual profissão escolher, veja estas dicas antes de tomar uma decisão.