Para muitos estudantes, a matemática é como um bicho de sete cabeças. No mercado de trabalho, no entanto, ela é importante para várias áreas e deve ser aprendida por quem não quer ficar para trás.

A matemática financeira, nesse caso, pode ser de grande ajuda para quem quer abrir uma empresa, trabalhar no setor financeiro ou mesmo fazer investimentos. Continue sua leitura e saiba mais sobre essa área!

Matemática financeira: explicando o conceito

Matemática financeira é o nome que se dá ao ramo da matemática relacionado a problemas financeiros. Baseada em ferramentas como a probabilidade e a estatística, a matemática financeira é utilizada por bancos, corretoras financeiras, seguradoras e agências reguladoras para encontrar soluções quando o assunto é dinheiro — reduzindo custos, potencializando lucros e apontando os melhores investimentos.

De modo geral, a matemática financeira é uma ferramenta para quem precisa tomar grandes decisões referentes a dinheiro — e essa não é uma realidade apenas de grandes instituições. Donos de negócios de qualquer porte se beneficiam desse ramo da matemática para analisar a viabilidade de um projeto, por exemplo; e pessoas que querem começar a investir aprendem a escolher os melhores meios com a ajuda da matemática financeira.

Algumas das situações do dia a dia que podem utilizar a matemática financeira para resolver problemas são:

  • Questões de regime tributário: saber o quanto sua empresa precisa pagar de taxas, definir o melhor regime para o seu negócio e calcular compensações e descontos;
  • Determinar o preço de venda: precificar seus produtos e serviços para garantir o fluxo de caixa da empresa;
  • Questões de folha de pagamento: bônus, gratificações, cálculo de horas extras, indenizações etc.;
  • Cálculo de custos de produção: estimar os custos da produção de algo em sua empresa, desde despesas básicas até custos associados.

Essas são algumas situações que mostram a importância, em maior ou menor grau, da matemática financeira. No entanto, para começar a fazer esses cálculos, antes é preciso saber quais são os conceitos básicos dessa área da matemática.

Capital

Esse é o primeiro conceito da matemática financeira do qual você deve ter ouvido falar: o capital é o valor de dinheiro aplicado em uma operação financeira. Ele também é conhecido como valor atual, valor presente, valor aplicado ou valor principal – em inglês, present value, e PV nas calculadoras financeiras.

O capital inclui não apenas o dinheiro que sua empresa tem para uso, mas também empréstimo, dívidas e investimentos. No mundo do empreendimento, o capital inicial para abrir uma empresa é calculado a partir da matemática financeira, assim como o capital de giro, que é o valor necessário para manter a empresa funcionando por completo.

Juros

Em matemática financeira, juros são a remuneração do capital que foi empregado em alguma atividade produtiva. No dia a dia, eles são mais reconhecidos como a remuneração que se ganha como compensação de um empréstimo, mas também podem ser vistos em investimentos, por exemplo.

Os juros normalmente estão relacionados a duas variáveis das transações financeiras: tempo e risco. Em geral, os juros aumentam de acordo com o tempo e, quanto maior for o risco, maior será a taxa de juros — sobre a qual falaremos mais adiante. Eles são divididos em duas categorias: juros simples e juros compostos.

Falamos de juros simples quando o percentual de juros incide apenas sobre o valor inicial aplicado. Os juros gerados a cada período não incidem novos juros.

Para entender melhor, imagine que você aplica R$ 100 em um investimento que rende 1% ao mês. Nesse caso, ele rende R$ 1 de juros no primeiro mês. Já no segundo, ele vai render mais R$ 1, e não R$ 1,01, porque esses juros incidem apenas sobre a aplicação inicial — o valor do rendimento do primeiro mês não faz diferença.

Também conhecidos como juros sobre juros, os juros compostos funcionam de maneira diferente: o valor integrado pelos juros também conta para os rendimentos. No caso, os juros de cada intervalo são calculados em cima do saldo inicial desse mesmo intervalo.

Continuando com o exemplo anterior, com o investimento inicial de R$ 100 em uma aplicação que tem 1% de juros, o primeiro mês renderia R$ 1; o segundo, R$ 1,01; o terceiro, R$ 1,02 etc.

Hoje em dia, boa parte das operações financeiras utiliza os juros compostos. É o caso de compras com cartão de crédito, empréstimos bancários e aplicações financeiras mais usuais, como fundos de renda fixa. Os juros simples são mais comuns em operações de curto prazo e no desconto de duplicatas.

Taxa de juros

A taxa de juros de uma operação financeira é o que indica a remuneração a ser paga em um determinado período. Essa taxa normalmente é demonstrada por um percentual e um período, por exemplo: 10% a.a. (10% ao ano), 15% a.m. (15% ao mês). Esse percentual é muito importante para quem busca um empréstimo ou deseja fazer um investimento, por exemplo.

Outros conceitos aplicáveis

Apesar de esses serem conceitos básicos na matemática financeira, outros podem fazer a diferença para quem está começando a estudar a área. Em uma empresa, por exemplo, termos como payback (tempo necessário para se recuperar um valor investido) e ROI (retorno sobre investimento; referente ao que você ganha em troca de um investimento feito) são muito importantes para tomar decisões.

Quem está começando a se interessar pela matemática financeira — seja para trabalhar com contabilidade, abrir um novo negócio ou investir — precisa estudar esses conceitos com cuidado para, então, saber encontrar soluções financeiras mais inteligentes.