Esqueça a visão tradicional de uma sala de aula, com alunos passivamente sentados em carteiras ou escrivaninhas e o professor em pé, em frente ao quadro negro, como única fonte de conhecimento no recinto. O mundo evoluiu.

Atualmente, as metodologias ativas de aprendizagem estão mudando as relações entre alunos, professores e instituições de ensino. Nelas, o aluno é o protagonista do seu aprendizado, e os professores trabalham como orientadores, a fim de estimular a crítica e a reflexão por parte do estudante. Assim, é possível promover um ensino que agrega conhecimentos práticos e tecnologia, valorizando a capacidade de ação dos alunos.

As metodologias ativas vão ao encontro não só do que é necessário no mercado de trabalho (profissionais mais proativos), mas também do estilo de vida da nova geração, altamente conectada.

Segundo o National Training Laboratories, de Washington (EUA), as metodologias ativas fazem com que os estudantes retenham até 90% do conteúdo explorado, contra 20% quando o aprendizado se dá apenas por aulas expositivas ou leitura de artigos e livros.

Quer saber como elas funcionam? Contamos abaixo:

Ensino por pares (ou peer instruction)

(Fonte: Giphy)

O método propõe que os estudantes se auxiliem mutuamente no processo de aprendizagem. O professor funciona como um mediador e fomentador dos debates, que se baseiam em leituras pré-aula sobre o tema definido. Dessa forma, o professor pode identificar as dificuldades da turma e direcionar as discussões, tornando o aprendizado mais efetivo.

O ensino por pares foi pensado no início dos anos 90, pelo professor holandês de Física Eric Mazur, e é adotado inclusive por uma das mais importantes universidades do mundo, o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Sala de aula invertida (ou flipped classroom)

(Fonte: Giphy)

Aqui, a metodologia exige empenho do estudante, já que os estudos e os exercícios são feitos em casa. Na universidade, ele se dedica a atividades complementares, que reforçam o conteúdo. Para isso, o aluno pode utilizar jogos, vídeos, apostilas e manuais interativos, entre outros materiais pedagógicos.

Esse método é estudado desde os anos 90, mas foi em 2007 que começou a ocupar espaço nas instituições de ensino americanas.

Aprendizado baseado em projetos (project-based learning)

(Fonte: Giphy)

Também chamado de “aprendizado baseado na resolução de problemas”, esse método consiste, como o próprio nome diz, em o aluno absorver o conteúdo participando de projetos que visem à resolução de problemas propostos pelo professor. A ideia é que os estudantes partam de uma pergunta de alta complexidade ou um desafio e, então, realizem uma minuciosa pesquisa, formulem hipóteses, busquem recursos, organizem um projeto e, por fim, encontrem uma solução. É uma maneira de transformar os estudantes em verdadeiros especialistas em determinado tema.

Não existe uma data específica para quando essa metodologia foi concebida, mas alguns pedagogos dizem que ela surgiu nos anos 70.

Gamificação

(Fonte: Giphy)

A ideia aqui é aplicar fundamentos, conceitos e ferramentas dos videogames para motivar pessoas a aprenderem e solucionar problemas do mundo real. O aplicativo (ou plataforma de aprendizado) leva o aluno a um desafio. A cada desafio superado, é como se o estudante passasse de fase em um joguinho: ele ganha pontos e é liberado para acessar novos conteúdos.

A metodologia passou a se disseminar a partir de 2010, mas foi em 2012 que ela foi batizada de “gamificação” por Nick Pelling, um especialista em programação e inventor britânico.

O modelo é utilizado pela 42, uma instituição localizada no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Lá, não há trabalhos, tarefas ou provas. Os estudantes têm plena liberdade para decidir em qual área buscar aprofundamento. A partir daí, eles desenvolvem projetos e evoluem na estrutura do “game”.

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