Não é difícil identificar as façanhas de um bacharel em ciência da computação: basta pensar nos jogos ou nos apps que você utiliza em seu celular. A criação de programas e sistemas de informática para computadores e outros dispositivos, como celulares e tablets, é o cerne de sua função — mas não é só isso.

Afinal, o que é ciência da computação?

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Em síntese, essa área se propõe a solucionar diversos problemas a partir da tecnologia. É necessário dizer que, para se dar bem nesse curso, o estudante precisa ter uma boa base em matemática e um raciocínio lógico bem desenvolvido, já que essas habilidades serão muito exigidas ao longo da graduação. Um profissional devidamente formado terá desenvolvido a capacidade, por exemplo, de criar ferramentas de informática, dos mais básicos softwares até os mais complexos sistemas de processamento de informações.

Podemos afirmar que a ciência da computação é uma peça-chave no desenvolvimento de novas tecnologias relacionadas a programação; na otimização da produção industrial por meio de sistemas informatizados; na proteção de dados em instituições financeiras; e até no desenvolvimento de soluções criativas em startups. Essa lista não esgota todas as possibilidades, mas elucida como esse curso tem inúmeras colaborações para a sociedade.

O que se aprende no curso de Ciência da Computação?

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Logo nos semestres iniciais, o estudante aprende muito sobre lógica e matemática. Conhecimentos básicos sobre eletrônica, como circuitos lógicos, também são desenvolvidos. Além disso, nesse momento acontece o primeiro contato com a linguagem dos computadores.

À medida que os períodos vão passando, a matriz curricular se torna mais complexa, e assuntos mais densos, como engenharia de software e arquitetura de computadores, são estudados. É evidente que disciplinas como sistemas de hardware e software, banco de dados, redes, robótica e computação gráfica também fazem parte do currículo. Pode parecer inusitado, mas saiba que muitas instituições também incluem matérias de administração e empreendedorismo no currículo. Assim, o estudante tem uma série de disciplinas preparatórias para o tão esperado momento: aprender a programar. Para tanto, diversas disciplinas teóricas são ministradas durante a faculdade, assim como a prática em laboratórios de programação.

Em geral, a ciência da computação está muito envolvida com a língua inglesa e, em muitos momentos do curso, é preciso ter certo domínio dela. Portanto, uma vantagem interessante caso você queira seguir essa área é fazer um cursinho de inglês ou estudar bastante em casa, principalmente o vocabulário relacionado a esse tema específico.

O especialista em Ciência da Computação

De acordo com o Ministério do Trabalho, profissionais desse ramo possuem uma série de competências pessoais em comum. Essas características devem ser observadas por aqueles que guardam interesse em seguir esse caminho, para analisar se realmente estão dentro do perfil majoritário na área de Ciência da Computação.

Para se destacar nesse campo de atuação, é preciso ser persistente e não desistir diante dos desafios (eles, na verdade, devem se tornar o combustível da ação). Ter uma atenção aguçada para os detalhes, cultivar a criatividade e buscar formas de evidenciá-la também são traços importantes. Além disso, a objetividade e o desenvolvimento de um raciocínio lógico e abstrato irão colaborar para que você tenha um bom desempenho onde quer que trabalhe. Vale ressaltar que, caso sua personalidade não contemple algumas dessas habilidades, não é motivo para desanimar. Você sempre pode estudar pontos que precisam de mais atenção e desenvolvê-los.

Quais áreas podem ser seguidas?

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A seguir estão os principais caminhos que um graduado em Ciência da Computação pode pensar em seguir.

1. Desenvolver sistemas para dispositivos móveis

Esse é um ramo extremamente promissor, afinal, quem não tem um celular atualmente? O uso de smartphones é crescente, assim como sua dominância em relação a outros dispositivos portáteis. Dentro desse mercado emergente, cada vez mais empresas entendem que é preciso se adaptar a essa nova realidade. Como exemplo disso podemos citar bancos que desenvolveram aplicativos para celular, um fenômeno novo e que, há poucos anos, era inimaginável. Aqui, os profissionais podem criar os aplicativos e sites do zero ou simplesmente adaptá-los aos aparelhos.

2. Administrar bancos de dados

Em suma, bancos de dados são arquivos que registram informações sobre algo específico (site e até atividades de uma companhia, por exemplo). Nesse sentido, o papel do profissional é desenvolver programas que organizem, classifiquem e listem tais informações. Grandes e médias empresas requerem muito esse serviço, assim como instituições financeiras.

3. Suporte técnico

Um profissional de ciência da computação está preparado tanto para desenvolver novas tecnologias quanto para auxiliar no uso e bom funcionamento de tecnologias já existentes — seja dentro de uma companhia, seja em contato direto com o usuário final. Assim, é possível trabalhar para empresas de tecnologia, na manutenção de sistemas, em lojas especializadas ou até mesmo como autônomo.

Como funciona o mercado de trabalho?

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Estima-se que, até 2019, o Brasil precisará de 161 mil especialistas do campo de Tecnologia da Informação (TI). Esses números foram resultado de uma pesquisa feita pelo The Network Skills In Latin America, e por meio deles é possível notar que esse mercado é muito promissor. Atualmente, a área que mais oferece oportunidades de emprego é a de sistemas de informação, mais especificamente no desenvolvimento de softwares.

A criação de aplicativos, como já citado, também está em alta. Ao contrário do propósito inicial, os celulares mais modernos têm inúmeras funções, de modo que dominar esse meio pode representar um boom de vendas para determinadas empresas e lojas.

Ademais, a arquitetura de sistemas também não sai perdendo, sendo um ramo que ascendeu com o início do comércio online. O profissional fica responsável pelo suporte de websites, intranets e comunidades online em tempo real, viabilizando e facilitando sua utilização.

Quanto às oportunidades de emprego no geral, pode-se dizer que as melhores se concentram, principalmente, na Região Sudeste, que tem a maior quantidade de empresas de TI no Brasil. Mas a Região Sul e Brasília também oferecem muitas vagas, sobretudo no setor público.

Em resumo, as oportunidades para um estudante que decide seguir essa carreira são inúmeras, e os salários, a depender da especialização, podem ser consideravelmente altos. O mais importante é: independentemente de onde você estiver, haverá alguém precisando dos seus conhecimentos de tecnologia.