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Um dos setores mais impactados pela pandemia de coronavírus foi a mobilidade urbana. Depois da suspensão de atividades presenciais em todo mundo e da redução dos deslocamentos, o planeta diminuiu as emissões de gases poluentes, e trajetos a pé e de bicicleta passaram a ser incentivados para evitar aglomerações. Isso fez urbanistas pensarem as cidades sob uma ótica mais sustentável.

Mesmo com medidas de segurança sanitária, passageiros deixaram de utilizar transporte coletivo (Fonte: Pexels/Ketut Subiyanto)
Mesmo com medidas de segurança sanitária, muitos passageiros deixaram de utilizar transporte coletivo. (Fonte: Pexels/Ketut Subiyanto)

A quarentena provocou um processo de reflexão sobre o futuro da mobilidade urbana entre gestores públicos e na sociedade civil. Problemas antigos, como o crescimento dos engarrafamentos, a poluição do ar e a redução do número de passageiros no transporte coletivo, ganharam mais atenção nesse período.

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Muitas cidades ganharam, por exemplo, ciclovias temporárias para incentivar aquilo que é conhecido como mobilidade ativa (feita com bike ou a pé). Muitas dessas estruturas devem permanecer mesmo com o fim da crise sanitária. Portanto, especialistas têm aproveitado o momento para pensar e promover melhorias que já eram necessárias há um bom tempo.

Crise do transporte coletivo

A contaminação por covid-19 fez com que muitas pessoas evitassem deslocamentos usando metrô, trens e ônibus ainda que as empresas de transporte público realizassem ações voltadas à segurança sanitária dos veículos, como medidas de higienização e janelas abertas para renovação de ar.

Apesar do esforço das empresas, o número de passageiros do transporte coletivo chegou a cair pela metade no Brasil, o que pode levar o setor ao colapso financeiro, segundo um levantamento preliminar da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de evitar lugares fechados, o número de ciclistas nas ruas aumentou. Uma prova disso é o crescimento acelerado das vendas de bicicletas — em agosto foi registrada alta de 83% em comparação ao mesmo mês em 2019, de acordo com informações da Associação Brasileira do Setor de Bicicletas.

Mais espaços para pedestres e ciclistas

O aumento repentino de bicicletas não foi a única transformação ocorrida nas ruas das cidades. Durante o auge da quarentena, com boa parte das pessoas trabalhando em home office, percebeu-se uma melhora significativa no ar da cidade, devido à circulação quase nula de automóveis.

Nesse contexto, o chamado urbanismo tático foi utilizado largamente em todo o mundo. A estratégia promove ações rápidas e simples, de forma temporária, que têm um alto impacto no desenho urbano e serve para experimentar mudanças antes de se tornarem permanentes.

Entre as medidas adotadas, estão o alargamento de calçadas, a abertura de ciclovias temporárias e o fechamento de ruas para carros. Isso pode ajudar a evitar a poluição e fomentar deslocamentos com maior distanciamento social.

Mudanças permanentes

(Fonte: Tenor)
(Fonte: Tenor)

As transformações na mobilidade urbana provocadas pelo coronavírus devem continuar a fazer parte da paisagem das cidades durante os próximos anos. As mudanças realizadas de forma temporária têm tudo para se tornarem permanentes dentro do contexto do chamado “novo normal”.

A tendência é global. E as readequações não acontecem apenas nas capitais e grandes cidades. Itu, no interior de São Paulo, por exemplo, aproveitou o momento para revitalizar e melhorar a mobilidade urbana em parte de seu centro histórico.

Espaços que antes eram destinados para o estacionamento de veículos se transformaram em calçadas, ciclovias e até bancos para descansar e admirar o patrimônio cultural. A região foi preparada também para receber eventos culturais e turísticos.