O curso de Fisioterapia se consolidou no último século como modalidade acadêmica e profissional, a partir do desenvolvimento de conhecimentos técnicos que viriam a constituir o campo teórico da profissão e da acentuação da necessidade social.

Alguns dos eventos que mais demandaram o fisioterapeuta nesse período foram as guerras, uma vez que os sobreviventes frequentemente ficavam lesionados e precisavam de apoio profissional especializado na reabilitação. Condições de trabalho não ergonômicas, acidentes e má-formações também são fatores que tornaram esses profissionais mais do que necessários.

Ficou convencido da importância da profissão? Veja então algumas áreas de atuação do fisioterapeuta, seja em hospitais, clínicas e casas de cuidado, além da demanda de atendimentos domiciliares.

Fisioterapia clínica

(Fonte: Giphy)

Em parte, toda a fisioterapia pode ser considerada clínica. Mas, neste tópico, referimo-nos ao atendimento individualizado que os pacientes procuram em ambientes especializados.

Normalmente, as pessoas chegam até lá encaminhadas por outro profissional da saúde e passam a receber do fisioterapeuta a ajuda de que precisam; a ele cabe escolher, para cada caso, as melhores alternativas terapêuticas, como termoterapia e eletroterapia. As clínicas de fisioterapia absorvem uma parte importante da mão de obra egressa.

Fisioterapia neurofuncional

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Essa área pode atuar de forma preventiva, curativa, adaptativa ou paliativa nas sequelas relacionadas ao sistema nervoso central e ao sistema nervoso periférico, assim como a doenças neuromusculares. Os exemplos mais comuns são referentes às sequelas que permanecem após um acidente vascular cerebral (AVC) ou traumatismo craniano.

Os cuidados relacionados à fisioterapia neurofuncional são fundamentais porque, além da perda de força que é característica desses quadros, a dificuldade de retomada dos movimentos afetados se agrava com o passar do tempo. Esse ramo pode ser trabalhado em hospitais, clínicas e em domicílio.

Fisioterapia geriátrica

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Essa é uma das áreas em que a Fisioterapia mais concentra seus esforços e, como a expectativa de vida tem crescido, o potencial de empregabilidade é enorme. O profissional inserido nesse ramo pode atuar tanto na reabilitação de quadros já apresentados quanto de forma profilática.

Entre os ganhos do idoso que conta com um fisioterapeuta, estão o retardo de doenças como Alzheimer e Parkinson, evolução em equilíbrio e coordenação motora, bem como aumento da força muscular (evitando quedas) e redução de dores crônicas.

Como se pode perceber, esse conjunto de fatores permite, em última análise, uma melhora na autonomia de vida do paciente e, portanto, mais qualidade na saúde mental. Há procura por cuidados dessa especialidade sobretudo em clínicas, casas de repouso e em domicílio.

Fisioterapia intensiva

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Em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), estão internados os pacientes que demandam maiores cuidados e frequentemente estão sem mobilidade, seja por inconsciência ou um quadro pós-trauma. Por conta disso, a assistência fisioterapêutica se torna uma necessidade.

Nessas situações, o fisioterapeuta intensivo tem o desafio de manipular técnicas particulares à condição do paciente, como manutenção da assistência ventilatória, e observar e atender outras demandas do paciente internado. Hospitais com alas de tratamento intensivo têm no fisioterapeuta um apoio imprescindível.

Fisioterapia desportiva

(Fonte: Giphy)

Outro ramo em ascensão é a fisioterapia desportiva. Ela é responsável por promover a reabilitação no caso de lesões causadas pela prática de esportes e se aplica tanto a atletas profissionais, que seguem uma rotina de alto rendimento, quanto a pessoas que têm no esporte um momento de lazer.

A fisioterapia desportiva é muito procurada nos casos de atletas profissionais porque permite prevenir as contusões mais comuns e, no caso de elas ocorrerem, promover o retorno à prática esportiva em menos tempo. Academias e entidades esportivas são clientes frequentes do fisioterapeuta desportivo.

Fisioterapia do trabalho

‌‌(Fonte: Gifycat)

Se você olhou para essa modalidade e pensou na ginástica laboral, saiba que essa é mesmo uma das atribuições possíveis do fisioterapeuta do trabalho, que tem na prevenção de lesões laborais um foco importante. Mas há muitas outras atividades nesse ramo, que também tem crescido significativamente.

No leque de ações, estão ainda as questões de ergonomia, desenvolvidas junto à equipe de segurança do trabalho. As organizações têm apresentado uma preocupação crescente com esse tema, em virtude do adoecimento frequente relacionado a DORT/LER. Organizações, clínicas e empresas de medicina do trabalho demandam esse profissional ininterruptamente.

O que achou dos campos de trabalho do fisioterapeuta? Se você se enxergou em alguma dessas áreas, está na hora de considerar a Fisioterapia como a sua opção!

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