Se você já pensou em trabalhar com alimentação, mas sem precisar abrir o próprio restaurante, deve ter considerado fazer um curso superior de Nutrição. Ao buscar as opções de instituições de ensino e pesquisar as características da carreira, no entanto, é possível que tenha encontrado outra especialidade da área, a de nutrólogo. Sua primeira reação provavelmente foi se perguntar: “mas eles não fazem a mesma coisa?”. A resposta é “não”. Confira o que distingue as duas atividades.

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A relação com a alimentação está no centro das duas profissões, mas nutricionistas e nutrólogos estão longe de fazer a mesma coisa. A primeira diferença já é crucial para quem está escolhendo uma carreira: o curso superior que cada um dos profissionais deve seguir para ingressar na especialidade é diferente. Enquanto o nutricionista precisa de uma graduação em Nutrição — com duração média entre 4 e 5 anos —, o nutrólogo deve, primeiro, formar-se em Medicina; depois do curso de graduação, que costuma levar 6 anos para ser concluído, seguem os estudos com uma pós-graduação na área de Nutrologia. O nutricionista também tem opções de especialização, como as áreas esportiva e funcional.

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Se a formação acadêmica de nutricionistas e nutrólogos é diferenciada, você pode estar se perguntando como ela se reflete na prática, não é? A atuação dos dois profissionais também é direcionada para questões diferentes. É possível dizer, na realidade, que eles se complementam, sendo ambos importantes para um tratamento ou acompanhamento eficaz.

O papel do nutricionista é diagnosticar as deficiências e os excessos nutricionais dos indivíduos, possibilitando uma reeducação alimentar por meio da indicação de alimentos saudáveis e de uma dieta equilibrada. É muito comum que os nutricionistas façam cardápios para os pacientes ou até que sejam responsáveis pelo menu de refeições em um ambiente coletivo — você sabia que os cardápios dos restaurantes universitários quase sempre são supervisionados por nutricionistas? Outra possibilidade de atuação profissional é fiscalizar a qualidade da matéria-prima utilizada para refeições, o preparo dos alimentos e a higiene de todo o processo.

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Tem mais um detalhe: o nutricionista não é médico, e isso significa que o profissional não receita medicações. Sua atuação se dá, portanto, por meio da seleção dos alimentos, de acordo com o metabolismo dos indivíduos ou com os padrões considerados adequados para pessoas saudáveis, quando se trata de ambientes coletivos.

Já o nutrólogo, que é um médico, pode diagnosticar, prevenir e tratar doenças ligadas ao comportamento alimentar, podendo prescrever remédios para controlá-las, caso seja necessário. A especialidade foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina no início dos anos 1970.

O nutrólogo pode investigar quais condições levam o indivíduo a ganhar ou perder peso, já que, em vários casos, esses processos estão ligados a doenças ou disfunções metabólicas e é necessário tratá-las também de forma clínica. É por isso que o nutrólogo precisa ter uma visão ampla da saúde, entendendo de outras áreas, como cardiologia, que podem estar associadas aos problemas dos pacientes atendidos.

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Assim, o nutrólogo prescreve dietas e medicamentos adequados para combater distúrbios alimentares, além utilizar exames para avaliar os nutrientes presentes no organismo. No caso de pacientes hospitalizados, também é esse profissional que determina qual nutrição endovenosa deverá ser aplicada.

No fim das contas, nutricionistas e nutrólogos competem entre si? Não exatamente; o mais comum é que eles trabalhem em conjunto. Uma boa ideia para quem quer criar uma empresa na área é oferecer serviços que combinem as atividade de ambos os profissionais, possibilitando um acompanhamento mais completo aos pacientes.