Apesar de ter sido descoberto por Pedro Álvares Cabral em 1500, o Brasil só começou a ser explorado e colonizado por Portugal 30 anos mais tarde. Confira agora os motivos dessa demora, como a colonização aconteceu e outros fatos sobre a história do Brasil Colônia que farão você se dar bem no vestibular.

O período Pré-colonial

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Após ter sido descoberto, o Brasil passou por um período chamado “pré-colonial”, no qual não despertou muito o interesse dos exploradores. Isso aconteceu porque Portugal estava concentrando seus esforços e investimentos nos negócios com as Índias, então não enxergou imediatamente a riqueza de recursos naturais brasileiros que poderiam gerar lucros.

Porém, com o passar do tempo, navegadores de outros países perceberam o potencial da natureza brasileira e passaram a contrabandear diversos produtos, com destaque para o pau-brasil. O volume do tráfico era tão grande que obrigou Portugal a tomar providências. Isso, somado ao fato de que as relações comerciais com as Índias entraram em declínio, fez com que o país decidisse se voltar para a exploração e a colonização da nova terra.

Foi quando o rei D. João III tomou a decisão de iniciar a colonização do Brasil. O povoamento começou em 1530, por meio de uma expedição com mais de 50 embarcações.

A história do Brasil colônia

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Em 1530, Martim Afonso de Souza desembarcou no Brasil para povoar o território, iniciar o cultivo de cana-de-açúcar e expulsar os invasores que estavam contrabandeando riquezas locais.

Mas, ainda que o líder da expedição não medisse esforços para defender o território brasileiro, a colônia seguia sendo invadida. Por conta disso, o governo português se viu obrigado a implementar as capitanias hereditárias, que já haviam sido utilizadas em outros momentos, como na colonização da Ilha da Madeira e em Cabo Verde.

Com o novo sistema, o Brasil foi dividido em 15 lotes, 14 capitanias com 12 donatários — nobres lusitanos que tinham a posse útil das terras, incluindo Martim Afonso e seu irmão. Essa forma de administrar facilitou o povoamento do território, uma vez que as capitanias eram passadas aos descendentes dos donatários e as “sesmarias”, pedaços menores de terra, eram distribuídas para terceiros.

No entanto, devido ao fato de que alguns donatários não vieram ao Brasil assim que receberam terras, a comunicação entre os que estavam presentes não era muito eficiente e ainda faltavam recursos para defesa do território, o sistema de capitanias hereditárias não cumpriu satisfatoriamente o seu principal objetivo: impedir novas invasões e exploração de terras. Por conta disso, Dom João III decidiu implementar a centralização da administração do Brasil em uma autoridade real, fundando assim o Governo-Geral.

O Governo-Geral no Brasil Colônia

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O Governo-Geral foi iniciado em 1548 para centralizar a administração da colônia. Seu primeiro representante foi Tomé de Sousa, nomeado em 1549 e responsável por seguir e implementar um conjunto de leis, estipuladas por Portugal, que determinavam funções administrativas, judiciais, militares e tributárias do Governo-Geral.

O sistema contou com outros representantes depois de Tomé de Sousa, como Duarte da Costa, Mem de Sá e Dom Luís Vasconcelos. Em 1572, depois da morte do último, o Brasil foi dividido em dois governos, mas voltou a ser unificado em 1578. Durante esse período, Salvador começou a ser construída e os primeiros jesuítas chegaram para catequizar e pacificar os indígenas.

A Unificação Ibérica

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Entre 1580 e 1640, o Brasil Colônia ficou sob o domínio da Espanha, porque houve uma unificação entre as Coroas portuguesa e espanhola, conhecida como unificação ibérica. Durante esse período, o território brasileiro foi dividido em dois estados: o Estado do Maranhão e o Estado do Brasil. Essa distribuição perdurou até 1774, quando Marquês de Pombal decretou a unificação do país.

A Economia do Brasil Colonial

A economia do Brasil Colônia se baseava em dois pilares: o cultivo e a exportação da cana-de-açúcar; e a exploração de outro e de minérios brasileiros descobertos, principalmente, na região que conhecemos hoje como Minas Gerais.

A crise do período colonial

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O declínio do período colonial brasileiro aconteceu em decorrência de crises econômicas e políticas. Enquanto a produção de açúcar ficava cada vez mais baixa e a escassez de ouro e diamantes também começava a aparecer, o Brasil foi influenciado por emancipações que estavam acontecendo por todo o mundo.

Com a volta de Dom João VI e a escolha de seu filho, Dom Pedro I, para ser regente, o chamado Partido Brasileiro — fundado pela elite latifundiária da época — ganhou força e se uniu a Dom Pedro, culminando na Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822.