Há 4 anos, a Organização das Nações Unidas celebra o 11 de fevereiro como Dia Internacional de Meninas e Mulheres na Ciência. A ideia é não apenas valorizar o trabalho de mulheres cientistas, mas também ampliar a presença feminina no campo das pesquisas científicas. Para lembrar dessa data, selecionamos oito mulheres que revolucionaram a História com invenções e estudos incríveis. Confira!

1. Programação – Ada Lovelace

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(Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)



A matemática inglesa Ada Lovelace desenvolveu o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina, em 1842, aos 26 anos de idade. O aparelho em questão era uma máquina analítica para o cálculo dos números de Bernoulli. Por conta disso, Ada é considerada a primeira programadora de computadores da História.

2. Comunicação sem fio – Hedy Lamarr

(Fonte: MGM Studios/Wikimedia Commons/Reprodução)‌‌



A atriz austríaca Hedy Lamarr participou de diversos filmes entre as décadas de 1930 e 1950, mas foi como inventora que cravou seu nome na História. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela desenvolveu um sistema secreto de comunicação, através de ondas de rádio, que enviava mensagens criptografadas aos aliados que combatiam o nazismo e impedia os inimigos de decodificá-las. Isso se tornou a base para a telefonia celular moderna.

3. Descoberta dos cromossomos sexuais – Nettie Stevens

(Fonte: Carnegie Institution of Washington/Wikimedia Commons/Reprodução)



A partir de estudos de Gregor Mendel sobre genética, a bióloga norte-americana Nettie Stevens foi capaz de determinar que o sexo animal era definido a partir de um par de cromossomos, conhecidos como X (feminino) e Y (masculino). Na mesma época, seu compatriota Edmundo Beecher Wilson também descobriu esses cromossomos, mas atribuiu a definição sexual a fatores ambientais. Durante muitos anos, Wilson foi reconhecido como o “pai dos cromossomos sexuais”, por mais que sua teoria não fosse tão precisa quanto a de Nettie.

4. Colete à prova de balas – Stephanie Kwolek

(Fonte: Science History Institute/Wikimedia Commons/Reprodução)


Em 1964, a química norte-americana Stephanie Kwolek trabalhava em um polímero para construir pneus mais leves, quando desenvolveu o p-fenilenodiamina com cloreto de tereftaloila — mais conhecido como Kevlar. Por sua resistência, ele acabou sendo usado em coletes à prova de balas e diversos outros equipamentos de segurança, como tênis, botas de bombeiros, aviões e carros blindados.

5. Refrigeração elétrica – Florence Parpat

(Fonte: RFM/Reprodução)


Pouco se sabe sobre a vida da inventora Florence Parpat, mas coube a ela, em 1914, desenvolver um sistema de refrigeração elétrica que revolucionou não apenas as cozinhas, mas também hospitais que utilizam esse recurso.


6. Fraldas descartáveis – Marion Donovan

(Fonte: NTV/Reprodução)


Cansada de lavar as fraldas de pano à mão, a arquiteta Marion Donovan pegou uma cortina de chuveiro e criou uma capa impermeável para as fraldas. Posteriormente, em 1946, ela adaptou o design para fraldas mais parecidas com as descartáveis de hoje em dia. Na década de 1950, porém, Victor Mills roubou a patente para criar a Pampers e quase conseguiu levar os créditos pela invenção.

7. Limpador de para-brisa – Mary Anderson

(Fonte: Denso/Reprodução)



Em 1900, Mary Anderson viu o quanto os motoristas de bondes sofriam em dias de chuva: precisavam dirigir com as janelas abertas e até parar para limpar os vidros. Assim, ela desenvolveu um sistema mecânico acionado de dentro dos veículos que limpava os para-brisas. E isso antes mesmo de os primeiros carros particulares serem produzidos em escala, por meio do Ford T, em 1908.



8. Teoria da radioatividade – Marie Curie

(Fonte: Wide World Photos/Wikimedia Commons/Reprodução)



A cientista polonesa Marie Curie é uma das mais renomadas cientistas de todos os tempos, tendo recebido o Nobel de Física em 1903, por conta de suas descobertas no campo da radioatividade — prêmio dividido com Pierre Curie e Antoine Henri Bacquerel. Mais tarde, em 1911, ela ganhou o Nobel de Química, pelo descobrimento dos elementos rádio e polônio. Até hoje, é a única mulher a ter dois prêmios Nobel.