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O teatro chegou ao Brasil com os portugueses e os jesuítas ainda no século XVI. A arte era utilizada para catequese de índios pelo padre Anchieta. A partir da vinda da Família Real para o País no século XIX, os espetáculos teatrais ganharam mais espaço, e surgiram os primeiros autores genuinamente brasileiros, como Gonçalves Magalhães, autor da obra Antonio José ou o Poeta e a Inquisição (1838).

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A montagem de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues revolucionou o teatro brasileiro. (Fonte: Funarte/Divulgação)

Desde então, o teatro brasileiro deslanchou com a Comédia de Costumes de autores como Martins Pena, responsável pela peça O Juiz de Paz da Roça (1838). Com o teatro realista, da mesma época, temas atuais e problemas sociais chegaram ao palco em obras como O Cego (1845), de Joaquim Manoel de Macedo.

A partir da Semana de Arte Moderna de 1922, a arte da encenação também foi revolucionada, com peças como O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade. Ao longo do século XX, grandes dramaturgos contribuíram para o teatro brasileiro, por meio de obras que moldaram a cultura nacional e foram além do palco.

1. Nelson Rodrigues

Nelson Rodrigues | Enciclopédia Itaú Cultural
Nelson Rodrigues foi um dos mais influentes autores do teatro nacional. (Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural/Reprodução)

Escritor, jornalista, romancista, contista e cronista, Nelson Rodrigues também é o mais influente autor do teatro brasileiro. A estreia de Vestido de Noiva, em 1943, revolucionou a forma de fazer dramaturgia no País.

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Obras como A Falecida (1953), Senhora dos Afogados (1954), Beijo no Asfalto (1960) e Toda Nudez Será Castigada (1965), entre outras, continuam sendo bastante encenadas e ganharam adaptações para cinema e televisão.

2. Hilda Hilst

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Hilda Hilst promoveu uma revolução poética nos palcos. (Fonte: Museu da Imagem e do Som de São Paulo/Reprodução)

Após consolidar a sua carreira na poesia, Hilda Hilst escreveu uma obra teatral longe dos principais movimentos teatrais de sua época, mas não por isso menos importante. A autora promoveu uma revolução poética nos palcos, com oito obras escritas entre 1967 e 1969: A Empresa, O Rato no Muro, O Visitante, Auto da Barca de Camiri, As Aves da Noite, O Novo Sistema, O Verdugo e A Morte do Patriarca.

3. Augusto Boal

Augusto Boal – Wikipédia, a enciclopédia livre
Augusto Boal foi o responsável pela criação do Teatro do Oprimido. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)

Augusto Boal contribuiu para moldar um teatro genuinamente nacional e latino-americano, sendo responsável pela criação do Teatro do Oprimido, técnica que o projetou internacionalmente. Sua obra dramatúrgica é marcada por questões sociais e foi bastante premiada e traduzida.

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Boal escreveu, adaptou e dirigiu mais de 70 obras, boa parte encenada no Teatro de Arena, como Arena Canta Bahia e Arena Conta Zumbi, de 1965, escritas em coautoria com Gianfrancesco Guarnieri.

4. Maria Adelaide Amaral

Maria Adelaide Amaral – Wikipédia, a enciclopédia livre
Além de escrever teatro, Maria Adelaide Amaral criou telenovelas de muito sucesso. (Fonte: Wikimedia/Reprodução)

A jornalista e editora Maria Adelaide Amaral nasceu em Portugal, mas fez carreira no teatro brasileiro, tendo contribuído também com telenovelas de sucesso. A censura das obras Resistência (1975) e Cemitério sem Cruzes (1978) pela ditadura militar não impediu o desenvolvimento de sua premiada carreira. Entre as suas principais obras estão Bodas de Papel (1978), Ossos d´Ofício (1980) e Chiquinha Gonzaga, Ó Abre Alas (1983).

5. Plínio Marcos

Sesc São Paulo - [Maldito] 20 Anos Sem Plínio Marcos - Teatro ...
Navalha na Carne (1967) é uma das peças mais conhecidas de Plínio Marcos. (Fonte: Sesc-SP/Reprodução)

Com gírias da periferia e personagens em situações de subdesenvolvimento, Plínio Marcos renovou os padrões dramatúrgicos brasileiros. Multifacetado, o autor iniciou a carreira no circo e contribuiu com jornais, revistas, cinema e televisão.

As peças Dois Perdidos em uma Noite Suja (1966) e Navalha na Carne (1967) garantiram sua projeção no teatro. Com frequência, seus personagens saíam das páginas de jornal para o palco, como em Querô, Uma Reportagem Maldita (1976).

6. Leilah Assumpção

Dramaturga que deu voz às mulheres, Leilah Assumpção lança ...
Leilah Assumpção ajudou a dar voz às mulheres no teatro brasileiro. (Fonte: Folha de S.Paulo/Reprodução)

A autora conquistou espaço no teatro brasileiro com a ressignificação em sua dramaturgia do papel da mulher na sociedade. Sua fértil produção começou a ganhar projeção com Fala Baixo Senão Eu Grito (1969), reconhecida como melhor texto pelo Prêmio Molière.

Além de novelas e minisséries para a televisão, Leilah Assumpção se destacou no teatro com Jorginho, o Machão (1970), A Kuka de Kamaiorá (1975), Seda Pura e Alfinetadas (1981) e Boca Molhada de Paixão Calada (1984).

7. Dias Gomes

Dias Gomes | Enciclopédia Itaú Cultural
Dias Gomes teve várias de suas obras adaptadas para a televisão. (Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural)

Romancista, contista, radialista e escritor televisivo, Dias Gomes é o autor de O Pagador de Promessas (1959), um dos títulos mais premiados do teatro brasileiro. O conjunto de sua obra é um dos mais representativos da dramaturgia brasileira e inclui as peças A Revolução dos Beatos (1961), O Bem Amado (1962), O Berço do Herói (1963) e Campeões do Mundo (1979).

Fonte: ABL, Escola de Teatro de São Paulo, Portal dos Autores, Biblioteca Nacional. USP, Funarte, Enciclopédia Itaú Cultural, Secretaria de Estado do Paraná.

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